IPANEMA, RJ — Uma reforma de 450 m² atualizou um apartamento usado como residência de férias sem retirar dos ambientes os móveis, as obras de arte e as referências afetivas construídas pela família ao longo do tempo. O imóvel fica em Ipanema, no Rio de Janeiro, e o projeto é assinado pelas arquitetas Marcia Müller e Manu Müller, do escritório homônimo.
A proposta foi preservar a identidade da casa e aproximar elementos antigos e atuais. No living integrado, uma base formada por cores naturais, madeira e mármore recebe peças contemporâneas ao lado de móveis icônicos da família. O acervo de arte dos moradores também foi distribuído pelos ambientes.
“A intenção foi chegar a um resultado atemporal, moderno e clássico, capaz de atualizar a casa sem apagar as marcas de quem vive ali”, explica Manu.
A sala de estar organiza diferentes possibilidades de uso, como conversa, descanso e convivência. No centro, o sofá-ilha delimita os espaços sem criar barreiras visuais. O desenho mais contido deixa o mobiliário, as obras e os materiais ocuparem papel de destaque.
O canto de jogos amplia a área social e oferece outro ponto de encontro para os períodos de férias em família, com vista para a praia. Já o hall faz a transição entre os núcleos da planta e reúne quadros e um banco do acervo pessoal.
Integração e novos usos
A cozinha foi conectada à copa e ganhou uma organização voltada ao uso cotidiano. A marcenaria branca e o mármore mantêm a unidade material do apartamento, enquanto a composição busca preservar a atmosfera acolhedora dos demais espaços.
“A reforma, nesse sentido, não parte da ideia de substituir tudo, e sim de reconhecer o que já funcionava e inserir novas soluções onde eram necessárias”, afirma Marcia.
Nos três quartos, as cores aparecem com mais intensidade do que nas áreas comuns. Rosa, verde e azul diferenciam os dormitórios e dão personalidade aos espaços íntimos, sem romper a unidade visual do projeto.
A inclusão de uma nova suíte foi uma das mudanças centrais e ajudou a adaptar o apartamento à dinâmica da família durante as temporadas no Rio. Nesses ambientes, os móveis de valor afetivo e as obras de arte continuam integrados à composição, tratados como parte da concepção da reforma, e não apenas como decoração.







