Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cultura

Casas e edifícios ganham papel central em cinco livros da Bienal de São Paulo

Obras de Vitor Martins, Raphael Montes, Aline Bei e Sue Hecker transformam moradias e condomínios em elementos decisivos das tramas.

Casas e edifícios ganham papel central em cinco livros da Bienal de São Paulo
Foto: Amazon/Reprodução

Casas, mansões e condomínios ocupam o centro de cinco histórias associadas à programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, com mais de 269 expositores e expectativa de receber mais de 700 mil visitantes.

Moradias que conduzem a narrativa

Em Se a casa 8 falasse, Vitor Martins transforma uma residência em narradora e cenário. Publicado em 2021, o terceiro romance do autor percorre as décadas de 2000, 2010 e 2020. A casa acompanha jovens diante de mudanças, conflitos familiares e primeiros amores, enquanto experiências semelhantes atravessam diferentes gerações.

Raphael Montes aparece na seleção com dois livros. Em Suicidas, seu romance de estreia, toda a ação se concentra na Cyrille’s House, no interior do Rio de Janeiro. Nove jovens da elite carioca são encontrados mortos no porão, em circunstâncias misteriosas ligadas a um jogo de roleta russa. A partir daí, os sobreviventes tentam entender o que levou os adolescentes a tirar a própria vida.

Já Uma família feliz acompanha Eva, uma artista de arte reborn, o marido advogado e as duas filhas gêmeas. A família vive no Blue Paradise, condomínio fechado de classe média-alta na Barra da Tijuca, com serviços que permitem a Eva permanecer em casa. A dinâmica muda quando ela descobre que está grávida.

Três gerações e uma mansão

Em Uma delicada coleção de ausências, Aline Bei reúne Laura, Margarida e Filipa na mesma casa. Laura mora com a avó, Margarida, em uma residência simples de portão laranja. A chegada inesperada de Filipa, mãe de Margarida e bisavó da menina, altera a rotina e coloca em circulação conflitos, perdas e traumas familiares.

O quinto livro é Mansão Hedonê: Seu clube secreto, de Sue Hecker, pseudônimo de Débora Gimenez Gastaldo. A obra acompanha o agente federal Dragon e Leandra, fundadora da Mansão Hedonê, um clube erótico privado frequentado pela elite. A mansão conduz a trama e ganha papel de co-protagonista.

A história muda de rumo quando uma organização criminosa começa a dopar vítimas em festas para realizar furtos, agressões e extorsões. As evidências levam Dragon aos portões do clube. O livro foi adaptado para uma série na Globoplay, estrelada por Giovana Cordeiro e Vitor Sampaio.

Martins participa de uma sessão de autógrafos na Arena Cultural. Aline Bei estará no bate-papo “Frescor e fúria: mulheres que reinventam a literatura brasileira”, em 11 de setembro, às 20h. Sue Hecker participa, em 4 de setembro, às 19h30, da conversa “Assistir um livro: quando as páginas ocupam as telas do cinema”.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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