RECIFE — Uma montagem sobre a transformação de Francisco de Assis será apresentada no Teatro do Parque, na Boa Vista, área central do Recife. O musical “Francisco – Um Instrumento de Paz” terá sessão no próximo sábado (12), às 16 horas, com ingressos a partir de R$ 60, disponíveis pelo Sympla e na bilheteria do teatro.
A apresentação marca um ano da estreia do espetáculo e faz parte das celebrações dos 800 anos da morte de Francisco de Assis. A sessão terá acessibilidade em Libras, classificação indicativa de 14 anos e duração aproximada de 75 minutos.
Da juventude à vida religiosa
Com texto e direção geral de Roberto Costa, a peça acompanha Giovanni di Pietro di Bernardone, jovem de uma família burguesa de Assis, na Itália. A história passa por sua infância, pela participação na guerra entre Assis e Perugia e pelo período em que ele ficou preso.
A narrativa mostra o processo que levou Giovanni a adotar uma vida de simplicidade e dedicação aos ensinamentos cristãos. Também aborda o pedido feito ao papa Inocêncio III para fundar a Ordem dos Frades Menores, que depois ficou conhecida como ordem franciscana.
Paulo César Freire interpreta Francisco de Assis, enquanto José Mário Austregésilo participa como o papa. A relação do personagem com a fraternidade, a humildade e a vida comunitária está entre os temas da dramaturgia.
Música e reconhecimento
A trilha reúne canções do cancioneiro popular, com arranjos de Hadassa Rossiter. Entre elas está “Oração de São Francisco”. A maestrina também responde pela direção musical e pela regência.
O espetáculo venceu o prêmio de Melhor Espetáculo na categoria Teatro Adulto do 32º Janeiro de Grandes Espetáculos. Ao todo, 22 artistas participam da montagem: 11 atores, seis cantores e cinco músicos. Roberto Costa recebeu ainda um prêmio individual pelo figurino.
Costa afirma que seu interesse pela trajetória de Francisco começou na adolescência, durante a convivência com um frade franciscano. A pesquisa desenvolvida ao longo dos anos levou à criação da montagem, que procura apresentar o personagem além da associação tradicional com a proteção dos animais e da natureza.
“o mais bonito na história é a conversão de quem ele era para quem ele se tornou”, afirma o diretor. Sobre o encontro com o papa, ele explica: “se não pedisse à Roma, seria considerado um herege”.







