Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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“Neva” leva ensaio teatral a Recife e Caruaru com entrada gratuita em setembro

Montagem inspirada em Guillermo Calderón terá sessões no Teatro Capiba e no Teatro Lycio Neves; ingressos não serão cobrados.

“Neva” leva ensaio teatral a Recife e Caruaru com entrada gratuita em setembro

A montagem “Neva” terá apresentações gratuitas em setembro, com sessões na capital pernambucana e em Caruaru. O espetáculo será encenado no Teatro Capiba, em Casa Amarela, nos dias 15 e 16 de setembro, às 20h. No Teatro Lycio Neves, em Caruaru, a programação ocorre em 26 de setembro, às 20h, e 27 de setembro, às 19h.

A peça acompanha artistas que tentam realizar um ensaio enquanto lidam com interrupções, impasses e diferentes experiências pessoais. Na versão pernambucana, a ação é trazida para o presente e reúne materiais dos próprios intérpretes, criando conexões entre acontecimentos históricos, memórias individuais e o trabalho no palco.

Um ensaio atravessado pela história

A obra é inspirada na dramaturgia do chileno Guillermo Calderón. No texto original, a história se passa em São Petersburgo, em 9 de janeiro de 1905, data do episódio conhecido como Domingo Sangrento. Na ocasião, uma manifestação de trabalhadores foi reprimida com violência pelas forças do governo czarista.

Em um teatro, Olga Knipper, Masha e Aleko esperam os outros integrantes do elenco para iniciar o ensaio. Durante a espera, os personagens compartilham relatos pessoais e pensamentos sobre a profissão teatral.

Ao deslocar essa situação para o presente, a montagem transforma o próprio processo de preparação em campo de investigação. A tentativa de colocar a peça em cena passa a reunir temporalidades distintas e a observar como fatos do passado continuam se relacionando com o presente.

Criação e financiamento

“Neva” nasceu de uma pesquisa de pós-doutorado realizada pela diretora Marianne Consentino no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC-UFBA). O trabalho teve supervisão da professora doutora Sonia Rangel e examinou formas de atuação e encenação a partir do diálogo entre a obra de Calderón, referências biográficas dos artistas e diferentes períodos históricos.

Na encenação, o fracasso aparece tanto como tema quanto como parte do processo criativo. As dificuldades entre atores, personagens e público não são resolvidas de maneira definitiva; elas integram a investigação sobre os limites e as possibilidades da arte diante de acontecimentos marcados pela violência e pela memória.

As apresentações contam com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo de Pernambuco.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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