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Agudo Grave marca 45 anos de carreira de Zélia Duncan com novas parcerias

No 21º álbum, cantora reúne colaborações de diferentes fases da carreira e entrega produção e arranjos a Maria Beraldo.

Agudo Grave marca 45 anos de carreira de Zélia Duncan com novas parcerias
Foto: Mauro Restiffe/divulgação

A relação de Zélia Duncan com a palavra atravessa música, livros e espetáculos — e chega ao centro de Agudo Grave, álbum que celebra 45 anos de carreira da cantora. O trabalho é o 21º disco de sua trajetória e tem produção e arranjos de Maria Beraldo.

Lançado em 2026, o álbum começa com a faixa-título, composta por Zélia em parceria com Lucina, compositora que a acompanha desde o primeiro trabalho. O repertório também reúne colaborações com Alberto Continentino, Lenine, Ná Ozzetti, Zeca Baleiro, Pedro Luís e Juliano Holanda.

A escolha por caminhos diferentes acompanha a carreira da cantora desde os primeiros sucessos. Depois de alcançar grande repercussão com Catedral, em 1994, Zélia lançou Intimidade, em 1996. Durante a coletiva de imprensa do disco, ao ser questionada sobre a presença de uma música semelhante ao hit anterior, respondeu apenas “não”. Desde então, não repetiu a fórmula daquela canção.

O encontro com Maria Beraldo

A parceria com Maria Beraldo começou depois que as duas se apresentaram no mesmo palco em uma Virada Cultural, em São Paulo. Beraldo contou que havia assistido sete vezes ao espetáculo ToTatiando, no qual Zélia cantava e representava a obra de Luiz Tatit, com direção de Regina Braga. A resposta de Zélia foi direta: “vamos fazer alguma coisa juntas”.

Poucos dias depois, Beraldo convidou a cantora para participar de Colinho, na faixa Matagal. A música já estava produzida e aguardava a voz de Zélia. O trabalho conjunto se aprofundou, e Maria passou a assinar a produção e os arranjos de Agudo Grave.

O novo disco aproxima universos ligados ao minimalismo de Tatit, à relação de Zélia com a palavra e a referências compartilhadas pelas duas artistas, como os violões de aço, o folk, Itamar Assumpção, Joni Mitchell e k.d. lang. Beraldo também tem dois discos lançados: Cavala, de 2018, e Colinho, de 2024.

Música, literatura e criação

A cantora, que nasceu em Niterói (RJ) e tem 61 anos, mantém uma produção ligada à literatura. O livro Benditas Coisas que Eu Não Sei, publicado pela Editora Agir em 2022, esgotou pouco depois de uma conversa com a artista em A Feira do Livro, em São Paulo. Na ocasião, ela falou sobre o uso da palavra em diferentes frentes de trabalho e resumiu sua relação com a criação: “Sem poesia não dá”.

Zélia também assina, há oito anos, o roteiro do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. Em Agudo Grave, a cantora reúne essas diferentes dimensões de sua trajetória em um disco construído por encontros e novas possibilidades sonoras.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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