A 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira foi realizada na noite de 10 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com uma série de homenagens a Cazuza. A cerimônia teve dez tributos ao artista e premiou nomes como Luedji Luna, Djavan, Chitãozinho & Xororó, Alcione e João Gomes.
Luedji Luna foi uma das artistas mais indicadas da noite. Ela concorria a Melhor Artista de Pop e tinha dois álbuns na disputa por Melhor Lançamento de Pop: Antes que a Terra Acabe e Um Mar pra Cada Um, ambos de 2025. A cantora venceu nas duas categorias e voltou para São Paulo com duas estatuetas. “Ganhar foi a cereja do bolo, fiquei surpresa e feliz”, afirmou.
João Gomes foi o principal vencedor da edição. O pernambucano recebeu os troféus de Melhor Artista de Canção Popular e Melhor Lançamento de Canção Popular, por Pé de Serrita, além do prêmio de Projeto Especial, dividido com Jota.Pê e Mestrinho. Também venceu como Melhor Artista de Raízes, por Dominguinho, trabalho que reuniu os três músicos.
O cantor não participou da cerimônia porque se apresentava no Arraiá do Povo, em Aracaju. Ao todo, artistas nordestinos conquistaram dezesseis das 31 categorias. Entre os demais vencedores estão Fitti, escolhido Artista Revelação, e Don L, premiado por Caro Vapor II — Qual a Forma de Pagamento?.
Categorias e programas de incentivo
A premiação passou a contar, em 2024, com categorias próprias para Rap/Trap, Funk e Reggae, que antes estavam reunidas em Música Urbana. Pop e Rock também foram separados. A escolha dos vencedores é feita por um corpo curatorial formado por quarenta jurados, que avaliam os lançamentos recebidos.
Criado por Zé Maurício Machline, o prêmio tem 39 anos de história e recebeu 15 000 títulos para avaliação anual. A retomada ocorreu em 2023, depois de um intervalo de quatro anos sem realização por falta de patrocínio.
A nova fase é conduzida também por Giovanna Machline e pela empresária Heloisa Guarita. A parceria com o BTG Pactual viabilizou projetos como Música É Negócio, Te Vejo no Palco e Incubadora Musical, voltados a empreendedorismo, produção, formação e desenvolvimento de carreiras na música.
Uma trajetória iniciada em 1988
A primeira edição ocorreu em 1988, com homenagem a Vinicius de Moraes. Desde então, o prêmio celebrou artistas como Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Angela Maria, Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee e Jackson do Pandeiro.
A trajetória teve interrupções. Em 1999, não houve evento. A premiação voltou em 2002, com Gal Costa como homenageada, e passou por diferentes locais e formatos até retornar ao Theatro Municipal do Rio. Entre os homenageados mais recentes estão Alcione, em 2023, Tim Maia, em 2024, e Chitãozinho & Xororó, em 2025.
Na cerimônia deste ano, participaram Ludmilla, Marina Sena, Luísa Sonza, Maneva, Zizi Possi e Simone. BNegão e Lazzo Matumbi interpretaram “Ideologia” e “Blues da Piedade”, enquanto Chico Chico cantou “Todo Amor que Houver Nessa Vida”.
A homenagem a Cazuza continua em apresentações realizadas ao longo do ano. Larissa Luz, Joyce Alane e Céu participam de shows em Porto Alegre e Brasília, com Luedji Luna no elenco da apresentação na capital federal.







