Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Alcântara reúne ruínas coloniais e uma base de foguetes no Maranhão

A cidade preserva casarões, igrejas em ruínas e abriga o Centro de Lançamento de Alcântara, favorecido pela proximidade do Equador.

Ruínas de igrejas, casarões coloniais e uma base de lançamento de foguetes dividem a paisagem de Alcântara, no Maranhão. A cidade histórica fica próxima à Linha do Equador, condição que ajuda a reduzir o combustível necessário para colocar veículos no espaço.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), a rotação da Terra é mais rápida nas proximidades do Equador. Esse movimento dá um impulso adicional aos foguetes e permite que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) use até 30% menos combustível do que bases localizadas em latitudes mais altas. Com isso, o veículo pode transportar mais carga ou ser menor.

Ruínas preservam a história colonial

O período de maior riqueza de Alcântara ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, quando as exportações financiaram a construção de sobrados, palacetes e igrejas. No fim do século XIX, com o declínio da elite local, muitas famílias deixaram a cidade. Diversas obras ficaram inacabadas e o casario não foi substituído por construções novas.

O resultado pode ser visto nas ladeiras de pedra que saem do porto e levam ao centro histórico. Muitas edificações permanecem como ruínas, com paredes, arcos, portas e janelas abertas para o céu.

Entre os pontos de visitação estão a Praça da Matriz, a antiga Igreja Matriz de São Matias, o Pelourinho, o Museu Histórico de Alcântara e as ruínas da Igreja de São Francisco. A Matriz, sem telhado e com fachada de pedra, é um dos símbolos da cidade.

As ruínas do Palácio do Barão de Pindaré também guardam uma história de disputa. No século XIX, o barão começou a construir o imóvel para hospedar Dom Pedro II. O Barão de Mearim iniciou outro palácio com o mesmo objetivo. A visita do imperador não aconteceu, e o primeiro edifício ficou sem conclusão.

Patrimônio e corrida espacial

A relação entre a preservação histórica e o setor espacial foi formalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As instituições criaram o projeto Entre Ruínas e Estrelas, que recebeu investimento de R$ 259,3 mil.

O acesso mais usado a Alcântara é por barco, atravessando a Baía de São Marcos a partir de São Luís. As embarcações partem do cais da Praia Grande, no centro histórico da capital. A travessia leva cerca de 1h20, com saídas pela manhã e retorno à tarde.

Clima ao longo do ano

As máximas ficam perto de 30°C durante o ano. A principal variação está no volume de chuva: nas médias de 30 anos do Climatempo, março registra cerca de 392 mm, enquanto setembro fica perto de 17 mm.

O primeiro semestre concentra as chuvas, e o segundo é mais seco e ensolarado. As condições podem variar entre os anos com a atuação de El Niño e La Niña, por isso a previsão deve ser consultada antes da viagem.

Em Alcântara, o cenário colonial e o Centro de Lançamento ocupam o mesmo município. O passeio combina caminhada pelo centro antigo, observação das ruínas e uma paisagem ligada às atividades espaciais brasileiras.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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