Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Anac analisa quatro ocorrências de indisciplina na primeira semana de novas regras

Três episódios foram classificados preliminarmente como graves, mas nenhuma penalidade foi homologada até o momento.

Anac analisa quatro ocorrências de indisciplina na primeira semana de novas regras
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) analisa quatro relatos de comportamento inadequado registrados na primeira semana de vigência das novas regras para passageiros indisciplinados no Brasil. A norma começou a valer na última segunda-feira (14) e prevê sanções administrativas que podem chegar a multas de R$ 17,5 mil e à suspensão do direito de voar por até um ano em companhias nacionais.

Entre os episódios registrados nos primeiros sete dias, três foram classificados preliminarmente como infrações graves. Até o momento, não houve ocorrência enquadrada como gravíssima, categoria que pode levar à inclusão do passageiro em uma lista de restrição para voos.

A Anac informou que os quatro casos ainda estão em análise. Nenhuma penalidade foi homologada de imediato: as multas só podem ser aplicadas ao fim de cada processo administrativo, com garantia do direito à ampla defesa. A agência não divulgou quais empresas aéreas estavam envolvidas.

Ocorrências analisadas

Os relatos foram registrados entre 14 e 18 de setembro. No Aeroporto do Galeão, no Rio, um passageiro descumpriu orientações de segurança durante uma inspeção pessoal aleatória no embarque internacional, mesmo depois de ser advertido. A Polícia Federal foi acionada e o conduziu à Delegacia de Polícia Civil do terminal. Não houve incidente a bordo, e a concessionária classificou o episódio como ato de indisciplina.

Em um voo de Salvador para São Paulo, com pouso em Congonhas, uma passageira fumou dentro da aeronave. O comandante chamou a Polícia Federal, e ela foi retirada do voo após o pouso e levada às autoridades. O caso foi classificado como infração grave.

Também foram considerados graves dois episódios envolvendo passageiros que fumaram a bordo e uma suposta agressão física. Em um voo de Guarulhos para Salvador, um homem fumou no lavatório, admitiu o ato aos tripulantes e foi encaminhado à delegacia após a abordagem da Polícia Federal na chegada à capital baiana. Já em um voo de Porto Alegre para Guarulhos, um passageiro foi acusado de agredir outra pessoa com chutes. Ele foi retirado da aeronave e escoltado pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos.

Como funcionam as punições

O regulamento determina que operadores aéreos e aeroportuários registrem as ocorrências, indiquem inicialmente o nível de gravidade e encaminhem as informações à Anac.

A multa administrativa de R$ 17,5 mil pode ser aplicada a condutas como fumar a bordo, praticar violência física contra passageiros, agredir funcionários em solo, danificar bens da aeronave sem afetar o voo ou fazer um alarme falso de bomba ou arma.

Casos como agressão física a pilotos ou comissários, tentativa de invasão da cabine de comando, atentado à integridade física ou sexual, dano a equipamentos essenciais de segurança e porte ou manuseio não autorizado de armas ou explosivos podem resultar na suspensão do direito de voar por 6 meses a 1 ano em todas as companhias nacionais.

Durante a suspensão, o passageiro fica impedido de emitir bilhetes, fazer check-in e embarcar em voos regulares domésticos no território brasileiro. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) registrou 1.764 episódios de confusão, brigas e depredações em 2025, alta de 66,57% em relação a 2024.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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