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Cuiabá registra 44,2 °C e amplia arborização para enfrentar o calor

Com máximas acima de 40 °C, a capital de Mato Grosso planeja aumentar as áreas verdes e reduzir as ilhas de calor.

Cuiabá registra 44,2 °C e amplia arborização para enfrentar o calor

A capital de Mato Grosso registrou 44,2 °C em 19 de outubro de 2023, maior temperatura da cidade desde o início da série histórica, em 1911. Em outubro de 2024, os termômetros chegaram a 44,1 °C. Para enfrentar o calor, a Prefeitura de Cuiabá passou a incluir a redução das ilhas de calor no planejamento de arborização urbana de 2026.

A cidade combina posição continental, relevo baixo e uma estação seca com pouca chuva e menor cobertura de nuvens. Como fica longe da influência direta do oceano, Cuiabá passa vários meses com condições favoráveis à elevação das temperaturas.

Seca e ilhas de calor

O ambiente urbano reforça o aquecimento. Ruas asfaltadas, telhados, paredes e outras superfícies construídas absorvem energia durante o dia e liberam parte dela lentamente. Esse processo forma áreas conhecidas como ilhas de calor.

Entre o outono e a primavera, a redução das chuvas e da umidade também aumenta o desconforto. Em maio de 2023, Cuiabá recebeu 9,2 mm de chuva, 83% abaixo da média histórica de 53,4 mm para o mês. A temperatura média no período foi de 26,2 °C.

Mesmo fora dos meses mais quentes, as máximas permanecem elevadas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a média histórica das máximas em maio, entre 1991 e 2020, é de 31,6 °C.

Mais árvores no planejamento municipal

A estratégia prevista para 2026 estabelece o aumento de 5% ao ano na arborização da capital e o plantio de 20 mil árvores entre 2026 e 2029. A Prefeitura relaciona as medidas à melhoria do microclima e à redução das ilhas de calor.

Em junho de 2026, uma ação municipal plantou 600 mudas em uma avenida do bairro Pedra 90.

Calor incorporado à rotina

Com 650.877 habitantes no Censo 2022, segundo o IBGE, Cuiabá enfrenta o desafio em escala metropolitana. As altas temperaturas influenciam os horários para caminhar e favorecem a busca por sombra, ventilação, hidratação e ambientes climatizados.

Atividades externas tendem a se concentrar nos períodos menos quentes do dia. Assim, o conforto térmico passou a ser considerado pela cidade como parte do planejamento urbano e da qualidade de vida.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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