Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Em Vitória, paneleiras preservam a produção artesanal de panelas de barro

No galpão de Goiabeiras, artesãs mantêm técnicas passadas entre gerações e produzem utensílios usados na gastronomia e na decoração.

Em Vitória, paneleiras preservam a produção artesanal de panelas de barro

No bairro de Goiabeiras, em Vitória, o galpão das paneleiras preserva a produção artesanal da panela de barro, uma tradição passada por gerações no Espírito Santo. O espaço reúne boxes onde é possível acompanhar o trabalho das artesãs e comprar os utensílios diretamente no local.

A fabricação começa com a argila retirada do manguezal, misturada à areia para alcançar a liga adequada. Cada peça é moldada inteiramente à mão, sem torno mecânico, e depois passa pela queima em praça pública.

Um dos momentos mais característicos é a aplicação da tintura feita com a casca do mangue-vermelho, rica em tanino. O material é usado quando a peça ainda está ardendo no fogo aberto. O procedimento dá à panela a coloração preta típica e ajuda a selar os poros do recipiente.

Utensílios para cozinhar e servir

Entre os itens produzidos estão a panela moquequeira, com bordas baixas para o cozimento do peixe; o caldeirão fundo, usado em ensopados e feijoadas; a assadeira rasa, procurada para o preparo da torta capixaba na Páscoa; e a travessa de servir, feita para manter a comida aquecida por mais tempo.

O barro retém o calor e distribui a temperatura de maneira uniforme no fundo do recipiente. Essa característica ajuda a preservar o suco dos alimentos e a intensificar o tempero durante o cozimento.

A visitação ocorre de segunda a sábado, em horário comercial, com acesso gratuito. Além de observar a produção, visitantes e moradores podem conversar com as paneleiras e receber orientações para preparar a peça antes do primeiro uso.

Como fazer a cura da panela

Para curar o utensílio, é preciso espalhar óleo de cozinha ou azeite nas superfícies interna e externa. Em seguida, a peça deve ser levada ao fogo baixo por cerca de 15 minutos, até que o óleo queime levemente e seja absorvido pelo barro. O processo forma uma película protetora e aumenta a resistência do utensílio no uso diário.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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