Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Rondonópolis transforma rota da soja em polo ferroviário e industrial

Terminal ferroviário conecta lavouras de Mato Grosso ao Porto de Santos, enquanto novas fábricas ampliam o processamento de grãos na cidade.

No sudeste de Mato Grosso, Rondonópolis se tornou um ponto de conexão entre as lavouras do estado, a ferrovia e o Porto de Santos. A cidade abriga o maior terminal de grãos da América Latina e começa a ganhar novas indústrias para transformar parte da produção agrícola local em farelo, óleo e etanol.

O Terminal de Rondonópolis, conhecido como TRO, recebe até 2 mil caminhões por dia no auge da safra. A estrutura tem 15 moegas de descarga e capacidade para carregar três trens ao mesmo tempo, segundo a Rumo Logística.

A localização ajuda a explicar a importância do município. Rondonópolis está no cruzamento da BR-163 com a BR-364, duas rotas de carga do país. O terminal também marca o ponto final da malha ferroviária que segue em direção ao litoral paulista. A expansão dos trilhos até Lucas do Rio Verde está em planejamento, com um trecho de 740 km, o que deve diminuir a distância percorrida por caminhões desde as fazendas do norte de Mato Grosso.

Investimentos em processamento

Duas indústrias concentram investimentos de cerca de R$ 4,7 bilhões. A COFCO planeja aplicar mais de R$ 2 bilhões na ampliação da fábrica ligada ao terminal ferroviário. A unidade deverá elevar o processamento de soja de 4.500 para cerca de 10 mil toneladas por dia, com obras previstas para o começo de 2028, conforme a Prefeitura de Rondonópolis.

Na cadeia do milho, a Inpasa está construindo uma biorrefinaria de R$ 2,77 bilhões às margens da BR-163. A unidade poderá receber 2 milhões de toneladas de grãos por ano e fabricar 1 bilhão de litros de etanol, além de óleo vegetal e ingrediente para ração animal. A operação está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Passeios pela cidade

Além da atividade ferroviária e industrial, Rondonópolis tem opções culturais e de contato com a natureza. O Casario reúne 24 casas de adobe e alvenaria; a primeira foi construída em 1930. O conjunto recebe eventos culturais.

O Parque de Exposições é a sede da Exposul, enquanto o Parque das Águas tem quadras de areia e pistas de skate às margens do Rio Vermelho. Já o Horto Florestal oferece trilhas para caminhada e áreas de recreação perto do centro.

Na zona rural, o Complexo Turístico do Carimã reúne nove quedas d’água para banho. A Cidade de Pedra, no Parque Ecológico João Basso, tem formações rochosas, rios e cachoeiras.

Clima

O clima é tropical, com calor ao longo do ano. As chuvas se concentram entre novembro e março, e a seca costuma ocorrer entre maio e setembro. Em julho, a média de chuva é de 7 mm, conforme a climatologia do Climatempo. As condições podem variar, por isso a previsão atualizada deve ser consultada antes da viagem.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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