SÃO LUÍS — A paisagem das praias de São Luís muda completamente ao longo do dia. Entre a maré baixa e a maré alta, o mar pode recuar centenas de metros, expondo faixas de areia que depois ficam cobertas novamente pela água.
A capital do Maranhão está no Golfão Maranhense, formado pelas baías de São Marcos e São José. O formato da costa estreita a passagem da água e cria um efeito de funil. Segundo a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), nos períodos entre a lua cheia e a lua nova, a maré chega a sete metros, a maior amplitude registrada no litoral brasileiro.
Praias urbanas e maré
Na baixamar, corredores de areia firme aparecem e são usados para caminhadas, futebol e vôlei. Na preamar, a água avança até o calçadão da Avenida Litorânea, onde ficam quiosques, restaurantes e hotéis.
Entre as praias mais procuradas estão Calhau, com dunas, coqueiros e bares de frutos do mar; Ponta d’Areia, a cerca de 4 km do centro, com marina e o Espigão Costeiro; Olho d’Água, cercada por vegetação nativa e com ventos fortes entre julho e dezembro; e Araçagi, mais afastada e procurada por famílias.
Centro histórico e reggae
São Luís foi fundada em 1612 como uma praça francesa no Atlântico. Depois, foi ocupada por holandeses e passou ao domínio português. O centro histórico preserva ruas retas, sobrados e fachadas com azulejos portugueses. O conjunto entrou na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1997.
A cidade também recebeu o título de Capital Nacional do Reggae pela Lei 14.668, de 2023. O ritmo chegou à ilha nos anos 1970 e ganhou uma forma própria, com radiolas e dança a dois. Inaugurado em 2018, o Museu do Reggae do Maranhão reúne discos raros, radiolas históricas e salas ligadas à tradição musical local.







