DIAMANTINA — Em Diamantina, Minas Gerais, músicos e maestros se apresentam nas sacadas de casarões históricos enquanto o público acompanha o espetáculo da Rua da Quitanda. A Vesperata terá 16 noites em 2026, com datas distribuídas entre abril e outubro, conforme o calendário divulgado pela Prefeitura de Diamantina.
A arquitetura do centro histórico participa da experiência: os músicos ficam acima da plateia, nas sacadas, enquanto a rua de pedra, os casarões e o formato estreito do espaço compõem o cenário da apresentação. A prefeitura também reconhece a Vesperata como Patrimônio Cultural de Minas Gerais.
Um centro histórico moldado pelo relevo
O Centro Histórico de Diamantina é Patrimônio Mundial desde 1999. Segundo a UNESCO, o conjunto representa a adaptação de modelos arquitetônicos portugueses às condições de uma cidade mineradora cercada por relevo rochoso.
A área protegida tem 28,5 hectares, com ruas sinuosas, calçamento de pedra e casas dos séculos XVIII e XIX. Entre os pontos mais altos e mais baixos do centro histórico, a diferença chega a 150 metros, criando vias inclinadas e mudanças de perspectiva ao longo do trajeto.
A história da cidade está ligada ao antigo Arraial do Tijuco e à exploração de diamantes no século XVIII. Essa formação aparece nas casas geminadas, nas igrejas integradas à escala urbana e nas ruas que acompanham o terreno.
Atrações além da Vesperata
O roteiro turístico municipal inclui a Casa de Juscelino Kubitschek, onde o ex-presidente viveu parte da infância e da adolescência; a Casa de Chica da Silva; o Mercado Velho; a Casa da Glória, ligada por uma passarela suspensa sobre a rua; e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, com torre posicionada nos fundos.
Também faz parte do roteiro a Vila de Biribiri, antigo núcleo industrial cercado pela paisagem serrana. Em setembro de 2026, Diamantina realizou a Semana JK, com música, exposições, visitas guiadas, Vesperata e atividades dedicadas à trajetória de Juscelino Kubitschek.







