O Telescópio Espacial Hubble completou 200 mil órbitas ao redor da Terra. Em 36 anos de operação, o equipamento também acumulou mais de 1,7 milhão de observações e passou a integrar o grupo de sistemas orbitais que alcançaram essa marca.
O telescópio percorre uma trajetória quase circular, entre 470 e 475 quilômetros de altitude. Cada volta é concluída em 94 minutos. A regularidade desse percurso, mantida durante décadas, permitiu chegar ao total de órbitas registrado até agora.
Como a altitude afeta os satélites
Satélites em órbitas mais baixas dão voltas em menos tempo, mas costumam ter vida útil menor. Em torno de 500 quilômetros de altitude — e também em níveis superiores — existe uma camada extremamente fina da atmosfera que provoca arrasto nos objetos em órbita.
Esse efeito reduz gradualmente a velocidade do satélite e faz com que ele passe a circular em altitudes menores. Nesses níveis, o arrasto aumenta até que o objeto entre na atmosfera e se desintegre. Órbitas mais altas retardam esse ciclo.
Outros satélites com muitas órbitas
O Vanguard 1, lançado em março de 1958, é o satélite mais antigo ainda em órbita. Ele já completou mais de 274.550 órbitas. O Explorer 7, lançado em outubro de 1959, acumula mais de 347.440, enquanto o TIROS-1, lançado em março de 1960, registrou mais de 352.640.
Os dois satélites científicos foram colocados em órbitas elípticas relativamente distantes da Terra. Essa configuração permitiu acumular tantas voltas, apesar de as missões terem sido de curta duração.
A Estação Espacial Internacional também pode aparecer nessa relação. O laboratório orbital completa uma volta a cada 93 minutos e mais de 15 por dia. Com o primeiro módulo lançado em 1998, chegou a cerca de 152.800 órbitas.
O ranking informado fica assim: TIROS-1, com 352.640 órbitas; Explorer 7, com 347.440; Vanguard 1, com 274.550; Hubble, com 200 mil; e Estação Espacial Internacional, com 152.800.







