A umidade dentro do tênis nem sempre é apenas uma questão de cheiro. Desodorantes costumam atuar sobre o odor, enquanto antitranspirantes têm a função de diminuir o suor que chega à superfície da pele. Há produtos que reúnem as duas ações, mas um perfume agradável não indica, por si só, que os pés ficaram menos úmidos.
A Cleveland Clinic inclui o antitranspirante entre as opções para controlar a transpiração nos pés. A podiatra Joy Rowland afirma que um produto destinado às axilas pode cumprir esse papel. Ainda assim, isso não vale para qualquer produto perfumado: é necessário verificar no rótulo se ele tem ação antitranspirante, para quais áreas foi indicado e quais cuidados devem ser seguidos.
Também existem versões formuladas especificamente para os pés. Se houver dúvida sobre a adaptação de um produto, a orientação pode ser buscada com um farmacêutico ou dermatologista. Uma fórmula mais forte não é necessariamente a melhor escolha e pode causar irritação.
Como usar com segurança
Os pés devem ser lavados e secos por completo, inclusive no espaço entre os dedos. Na sola sem lesões, a aplicação deve ser leve e feita conforme a embalagem. É preciso esperar o produto secar antes de vestir as meias. Quantidade, horário e frequência também devem seguir o rótulo ou a recomendação de um profissional.
Não aplique sobre cortes, rachaduras, vermelhidão ou pele irritada. Em caso de ardor persistente, interrompa o uso. Aumentar sucessivamente a quantidade não resolve necessariamente o problema e pode atrasar uma avaliação quando o suor excessivo interfere na rotina.
O calçado também influencia. Como o pé fica por bastante tempo em um espaço fechado, a umidade tem menos chance de evaporar e pode favorecer o odor associado à atividade de microrganismos. Trocar meias úmidas e deixar os sapatos secarem ajuda a diminuir o contato prolongado com essa umidade.
Pés constantemente molhados, escorregões dentro do calçado ou dificuldade para realizar atividades podem justificar uma consulta dermatológica para investigar hiperidrose e outras possibilidades. Coceira, descamação, feridas e alterações persistentes no cheiro também merecem avaliação, pois podem exigir cuidados diferentes do controle da transpiração.







