As mudanças entre manhãs frias, tardes quentes e noites mais amenas podem influenciar a circulação sanguínea. No calor, as veias se dilatam, aumentando a sensação de peso e o inchaço nas pernas. Já no frio, é comum haver menos movimento e menor ingestão de água, o que pode prejudicar o retorno venoso.
Doenças como varizes, insuficiência venosa, trombose e aneurismas podem evoluir sem chamar atenção. Pernas pesadas, inchaço ao fim do dia, dor, formigamento, veias salientes e alterações na cor da pele merecem avaliação, especialmente quando os sintomas pioram nos dias quentes.
“Boa parte das doenças vasculares só é descoberta em estágio avançado porque os sinais iniciais costumam ser discretos e ignorados”, alerta o angiologista e cirurgião vascular Dr. Joé Sestello.
Seis cuidados para a rotina
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Observe os sinais do corpo: sintomas que parecem cansaço podem indicar o início de um problema circulatório.
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Não ignore as varizes: além da questão estética, elas podem evoluir para úlceras e sangramentos. A avaliação médica nos primeiros sinais ajuda a evitar a piora do quadro.
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Movimente-se e beba água: ficar muitas horas sentado ou em pé prejudica a circulação. Caminhar, alongar e mexer as pernas favorece o retorno do sangue ao coração. A hidratação também é importante: no calor, há maior perda de líquido pelo suor; no frio, a sede diminui e a água pode ser esquecida.
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Redobre a atenção após cirurgias, viagens longas ou imobilização: nessas situações, a circulação fica mais lenta e aumenta o risco de trombose venosa profunda. Dor, inchaço e vermelhidão repentina em uma das pernas exigem atendimento médico imediato, pois o coágulo pode chegar aos pulmões e causar embolia pulmonar.
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Considere o histórico familiar: aneurismas costumam ser silenciosos e têm forte componente hereditário. Quem tem casos na família deve fazer exames preventivos mesmo sem sintomas.
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Mantenha check-ups vasculares: o acompanhamento é recomendado sobretudo para pessoas acima dos 40 anos, fumantes, hipertensos, diabéticos e quem tem histórico familiar de doenças circulatórias. O cirurgião vascular também pode acompanhar pessoas sem sintomas.
“As doenças vasculares costumam dar sinais discretos no início, mas as consequências podem ser graves quando o diagnóstico é tardio”, conclui Sestello. A prevenção e o acompanhamento médico regular são apontados por ele como cuidados para preservar a saúde vascular e a qualidade de vida.







