Dor, inchaço e mudanças na coloração da pele estão entre os sinais associados à trombose, mas a condição também pode causar sensação de peso, calor e pressão em uma das pernas. Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas claros.
A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e dificulta ou interrompe a circulação. Quando o coágulo aparece em uma veia profunda, principalmente nos membros inferiores, o quadro é chamado de trombose venosa profunda (TVP). De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), cerca de 90% dos casos de TVP atingem as veias das pernas.
Sinais que merecem atenção
Os sintomas devem ser observados com mais cuidado quando surgem de repente e em apenas uma das pernas. Entre os sinais estão:
- aumento de volume em uma das pernas;
- dor ou sensibilidade, especialmente na panturrilha, com possibilidade de piora ao caminhar ou movimentar o membro;
- sensação de calor na região afetada;
- vermelhidão, tom arroxeado ou outra alteração na cor da pele;
- peso, tensão ou pressão na perna;
- veias superficiais mais aparentes ou dilatadas.
A falta de ar e a dor no peito também exigem atenção imediata. Esses sintomas podem indicar que o coágulo chegou aos pulmões e provocou uma embolia pulmonar. Nessa situação, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente.
Fatores associados
A TVP pode estar relacionada à idade, especialmente após os 40 anos, a um histórico anterior da doença, à predisposição genética e às trombofilias. Cirurgias de médio e grande porte, períodos prolongados de imobilidade, gravidez, pós-parto, câncer, tratamento oncológico, uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal e infecções graves também aparecem entre os fatores associados.
Algumas doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio, estão incluídas nessa lista. A presença de um fator de risco não significa que a pessoa necessariamente terá trombose, mas a combinação de diferentes fatores pode elevar o risco.
Vinicius Bertoldi, cirurgião vascular do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, orienta que alterações no corpo sejam avaliadas por um profissional. A identificação precoce pode ajudar a reduzir o risco de complicações e orientar medidas de prevenção de forma individualizada.







