Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Quatro exercícios para preservar a força dos ossos depois dos 40

Caminhada, força e equilíbrio podem fazer parte de uma rotina adaptada ao condicionamento e à saúde óssea.

Depois dos 40 anos, cuidar dos ossos depende de uma rotina consistente, e não de um exercício isolado. Como o tecido ósseo reage às cargas do corpo, atividades com sustentação do próprio peso e exercícios de resistência podem contribuir para sua manutenção. O fortalecimento muscular e o trabalho de equilíbrio também ajudam a diminuir o risco de quedas.

A escolha dos movimentos deve considerar o condicionamento, o histórico de fraturas e a existência de osteopenia ou osteoporose. Pessoas que estavam inativas podem começar com sessões curtas e aumentar o esforço gradualmente.

Por que a atividade física faz diferença

A renovação dos ossos continua ao longo da vida. Com o passar do tempo, porém, a perda de massa óssea pode ficar maior do que a formação. Esse processo pode acelerar depois da menopausa e também sofre influência do sedentarismo, do tabagismo, do baixo consumo de cálcio, da deficiência de vitamina D, de alguns medicamentos e de doenças.

A osteoporose costuma não apresentar sinais claros. Por isso, não sentir dor não garante que os ossos estejam protegidos. Exercícios em que os pés e as pernas sustentam o corpo aplicam estímulos ao esqueleto, enquanto o treino resistido exige a ação de músculos e tendões sobre os ossos.

Diretrizes do NHS recomendam fortalecer os grandes grupos musculares em pelo menos dois dias da semana, além de manter a atividade aeróbica habitual. A quantidade e a intensidade, no entanto, precisam ser ajustadas à condição de cada pessoa.

Quatro opções para a rotina

Os movimentos devem ser feitos com controle, perto de uma parede ou de uma cadeira firme quando necessário. As sugestões são:

  • Caminhada rápida: faça de 10 a 20 minutos, três a cinco vezes por semana. Pode ser na rua ou na esteira.
  • Sentar e levantar: complete 2 séries de 8 a 12 repetições usando uma cadeira estável.
  • Elevação de calcanhares: realize 2 séries de 10 a 15 repetições, mantendo um apoio próximo.
  • Remada com faixa elástica: faça 2 séries de 8 a 12 repetições e mantenha a coluna neutra.

Na caminhada, o ritmo deve acelerar a respiração sem impedir uma conversa. Ao sentar e levantar, leve o quadril para trás e mantenha joelhos e pés alinhados. Uma cadeira mais alta pode facilitar o movimento. Na elevação dos calcanhares, suba e desça lentamente. Na remada, fixe a faixa em um ponto seguro, aproxime as escápulas e não leve a cabeça para a frente.

Como progredir com segurança

Uma referência prática é fazer exercícios de força duas ou três vezes por semana, deixando ao menos um dia de intervalo antes de trabalhar novamente o mesmo grupo muscular. A resistência deve permitir terminar a série com esforço, mas sem perder o alinhamento do corpo.

A evolução pode acontecer com alguns minutos a mais, repetições adicionais ou aumento discreto da resistência. O desconforto articular, a tontura e a dor aguda não devem ser tratados como parte obrigatória do treino. Dor no peito, falta de ar desproporcional, desmaio ou dor intensa exigem parar a atividade e buscar avaliação.

Quando buscar orientação

Quem teve fratura por fragilidade, percebeu perda de altura, apresenta dor na coluna, sofre quedas frequentes ou recebeu diagnóstico de osteopenia ou osteoporose deve conversar com médico ou fisioterapeuta antes de começar. Em alguns casos, movimentos de alto impacto, flexões profundas da coluna e rotações bruscas podem não ser adequados.

O profissional pode ajustar amplitude, apoio, carga e progressão, além de avaliar a necessidade de exame de densidade óssea. Também é importante buscar orientação diante de cirurgia recente, doença cardíaca não controlada, alteração importante de equilíbrio ou uso prolongado de corticoide.

O exercício faz parte do cuidado, mas não substitui medicamentos prescritos, consumo adequado de cálcio e vitamina D, sono e abandono do cigarro. Suplementos devem ser usados apenas na dose indicada. Para quem tem fatores de risco ou diagnóstico confirmado, um plano individualizado ajuda a transformar recomendações gerais em uma prática adequada e repetível.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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