JOINVILLE — A maior cidade de Santa Catarina aparece entre os municípios brasileiros com melhores indicadores de qualidade de vida. No Índice de Progresso Social (IPS Brasil), calculado pelo Imazon, Joinville ficou em terceiro lugar entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, atrás de Ribeirão Preto e Campinas. No ranking que reúne os 5.570 municípios do país, ocupou a 35ª posição e foi a segunda colocada em Santa Catarina.
O estudo reúne 57 indicadores sociais e ambientais. Entre os aspectos associados ao desempenho do município estão a proporção de trabalhadores com ensino superior, o acesso a cultura, lazer e esporte, a expectativa de vida, a mortalidade infantil e os resultados das escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A cidade também ficou em segundo lugar em um ranking das cidades mais felizes do Brasil, inspirado nos critérios do World Happiness Report, da Organização das Nações Unidas (ONU). Jaraguá do Sul, também em Santa Catarina, ficou à frente.
Uma origem ligada à família real
A história de Joinville começou em 1843, quando a princesa Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I e irmã de Dom Pedro II, se casou com François Ferdinand Philippe, o príncipe de Joinville. Como dote, ela recebeu uma área de 25 léguas quadradas em Santa Catarina. Parte do território foi cedida a uma sociedade colonizadora alemã, que assumiu o compromisso de povoá-lo.
A fundação ocorreu em 9 de março de 1851, com a chegada de imigrantes da Alemanha, da Suíça e da Noruega na barca Colon, conforme o registro histórico reunido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O local foi chamado inicialmente de Colônia Dona Francisca e depois recebeu o nome de Joinville, em referência ao título do marido da princesa. Nenhum dos dois chegou a visitar a região.
Dança, memória e atrações
A cidade abriga o Festival de Dança de Joinville, citado no Guinness Book como o maior festival de dança do mundo desde 2005. A programação dura doze dias, reúne milhares de bailarinos inscritos e recebe mais de 230 mil pessoas.
O Centreventos Cau Hansen é o principal palco do evento e também abriga a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, única unidade da escola russa fora da Rússia, segundo a Fundação Catarinense de Cultura (FCC). Parte das apresentações é gratuita e ocorre em praças, parques e shoppings.
Entre os pontos de visita estão a Rua das Palmeiras, o Museu Nacional de Imigração e Colonização, o Mirante do Morro da Boa Vista, a Estação da Memória e o Mercado Público. A cidade fica entre a serra e o litoral, tem chuva em todos os meses, verão quente e abafado e inverno com frio moderado e garoa persistente.






