Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Passiflora: possíveis efeitos do chá e cuidados no consumo

A infusão é associada ao relaxamento, mas não substitui avaliação profissional nem deve ser comparada a medicamentos fitoterápicos.

Passiflora: possíveis efeitos do chá e cuidados no consumo

A passiflora, gênero de plantas que inclui espécies conhecidas como maracujás, é tradicionalmente usada em infusões e produtos fitoterápicos. Seus compostos bioativos, como flavonoides e polifenóis, são estudados por possíveis ações antioxidantes e anti-inflamatórias, além de efeitos relacionados ao sistema nervoso central.

De acordo com Gyzelle Nacimento, professora de Farmácia da Faculdade Anhanguera, os efeitos podem variar conforme a espécie utilizada, a parte da planta e o modo de consumo. Por isso, o chá pode integrar uma rotina de bem-estar, mas não substitui a avaliação ou o tratamento de ansiedade, insônia e outros transtornos.

Possíveis benefícios

A bebida é tradicionalmente associada ao relaxamento e pode contribuir para momentos de pausa e desaceleração. Por não conter cafeína, também pode ser incluída na rotina noturna, ajudando a criar um ritual de preparação para o descanso.

A passiflora ainda é estudada por sua possível relação com mecanismos envolvidos na resposta do organismo ao estresse. No entanto, são necessários mais estudos para confirmar esses efeitos. Dificuldades frequentes para dormir e episódios persistentes de insônia devem ser avaliados por um profissional de saúde.

As espécies do gênero apresentam compostos fenólicos e flavonoides com atividade antioxidante. Essas substâncias ajudam a proteger as células contra danos associados ao excesso de radicais livres.

A infusão também pode substituir café, chá-preto e outras bebidas cafeinadas no fim do dia, especialmente para pessoas sensíveis aos efeitos estimulantes da cafeína. A ausência desse estímulo pode favorecer a redução da agitação antes de dormir.

Chá não é igual a fitoterápico

O chá medicinal costuma ser preparado por infusão ou decocção de partes da planta, como folhas e flores. A quantidade de substâncias extraídas depende da espécie, da parte usada, da quantidade empregada, da temperatura da água e do tempo de preparo.

Já os medicamentos fitoterápicos passam por fabricação controlada e critérios de qualidade, que incluem a identificação da espécie vegetal, a pureza, a segurança e a padronização da preparação. Assim, uma xícara de chá não deve ser comparada diretamente a extratos, cápsulas, tinturas ou outros medicamentos à base de passiflora, pois concentração, composição e dose podem ser diferentes.

O consumo regular exige atenção, principalmente quando a pessoa usa medicamentos que atuam no sistema nervoso central, anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários. Nesses casos, é necessário conversar com um médico ou farmacêutico antes de incluir a bebida na rotina. Gestantes, lactantes e pessoas em tratamento de saúde também devem buscar orientação profissional.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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