Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Uso de aeronaves por Cleitinho é questionado por ex-deputado mineiro

Acusação envolve aviões ligados ao deputado Euclydes Pettersen e não foi comprovada publicamente por registros de voo.

As viagens de Cleitinho Azevedo
Foto: Reprodução Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), candidato ao governo de Minas, é acusado por um ex-deputado federal mineiro de usar aeronaves particulares no trajeto entre Minas Gerais e Brasília. A denúncia contrasta com declarações do parlamentar de que faria o percurso de carro.

Segundo o relato, os aviões seriam ligados ao deputado Euclydes Pettersen, presidente estadual do Republicanos e aliado político de Cleitinho. Entre 2025 e 2026, o senador teria usado também um Cessna 210L, de prefixo PR-SBS, pertencente ao empresário e fazendeiro Roberto Altino, de Governador Valadares.

O avião teria sido cedido para viagens semanais entre Divinópolis e Brasília. O embarque aconteceria em uma pista de fazenda, com pouso no aeródromo de São Sebastião, no Distrito Federal. A acusação, porém, não foi confirmada publicamente por registros de voo.

Declarações sobre viagens

Em agosto de 2023, durante uma sessão do Congresso, Cleitinho afirmou que faria de carro o trajeto entre Brasília e Minas Gerais, com duração de quase 10 horas. Em julho de 2024, disse que andava a pé em Brasília e em Divinópolis.

O senador também costuma criticar gastos públicos considerados luxuosos ou excessivos, como carros oficiais, salas VIP e despesas com viagens. A suspeita sobre o uso de aeronaves particulares pode colocá-lo no foco das investigações da Operação Sem Desconto.

Pettersen é investigado pela Polícia Federal no caso conhecido como Farra do INSS. A PF o indiciou por organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato-desvio, sob suspeita de recebimento de R$ 14,7 milhões em propinas relacionadas à Conafer.

A investigação também aponta movimentações envolvendo empresas, emendas parlamentares e aeronaves. Outro avião ligado ao deputado foi colocado em leilão por R$ 8 milhões, e há suspeita de que sua aquisição tenha envolvido dinheiro relacionado ao rombo do INSS. Não há confirmação de que Cleitinho tenha usado essa aeronave no trajeto citado. O texto-fonte também informa que ele utilizou, em outras ocasiões, uma segunda aeronave avaliada em US$ 22 milhões.

Cleitinho foi procurado para explicar o meio de transporte usado nas viagens ao Congresso, mas não respondeu até a publicação. O espaço permanece aberto.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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