ARAUCÁRIA — A comunidade Rio Negro, em Araucária (PR), vai pedir uma audiência com a prefeitura para apresentar reivindicações relacionadas à moradia e à infraestrutura. O encaminhamento foi anunciado pelos deputados estaduais Ana Júlia Ribeiro (PT) e Angelo Vanhoni (PT), que estiveram no local nesse domingo (13).
A visita ocorreu depois de a comunidade enfrentar alagamentos por três dias na última semana. Ao todo, 35 casas foram atingidas. Cerca de 500 pessoas vivem na Rio Negro, que fica na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
Chuva e vulnerabilidade
Fernando Braga Nery, liderança comunitária e militante do Movimento Popular por Moradia (MPM), relatou que a água começou a subir na quarta-feira (9) e a situação se agravou na sexta-feira (11), com a enchente permanecendo durante todo o fim de semana.
A Rio Negro fica no bairro Capela Velha, onde há outras comunidades. A região é vizinha da represa do rio Passaúna e está próxima de cursos d’água e terrenos sujeitos a alagamentos. Segundo Nery, essas condições se somam a problemas de infraestrutura e deixam as famílias mais vulneráveis.
Alguns moradores permanecem nas casas atingidas porque não têm outra opção para se abrigar nem onde colocar móveis e objetos pessoais. “Quem quer largar seus bens? Por mais que seja simples e pouco, mas é da gente, é suado, é batalhado”, afirmou Ana Maria Barreto, militante do MPM.
Na quinta-feira (10), Araucária registrou cerca de 60 milímetros de chuva em 24 horas. A Defesa Civil municipal monitorava rios, encostas e áreas próximas a cursos d’água. Também houve ocorrências nos bairros Cachoeira, Costeira, Iguaçu, Boqueirão e Campina da Barra.
Medidas defendidas
Ana Júlia afirmou que a ação do poder público não deve se limitar ao atendimento emergencial. Entre as medidas defendidas estão a regularização fundiária e intervenções estruturais para enfrentar os problemas de acesso à moradia e de infraestrutura urbana.
Vanhoni citou obras de infraestrutura, regularização fundiária, limpeza do rio e ações de saneamento. Os deputados disseram que vão encaminhar um ofício à prefeitura para solicitar a audiência entre representantes da comunidade e o Executivo municipal.
Uma mobilização anterior levou a prefeitura a enviar uma retroescavadeira para limpar o curso d’água, mas o serviço não teria sido concluído. Para os parlamentares, cabe ao poder público buscar uma solução para a situação enfrentada na Rio Negro.







