Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Aleida Guevara relembra Fidel e defende novas respostas para Cuba

Médica cubana fala sobre a convivência com Fidel Castro, o sistema público de saúde e os desafios econômicos do país.

A médica cubana Aleida Guevara relembra a convivência com Fidel Castro e avalia os desafios enfrentados por Cuba dez anos após a morte do líder revolucionário. Filha de Ernesto Che Guevara e da revolucionária Aleida March, ela cresceu próxima de figuras centrais da Revolução Cubana e chamava Fidel de “tio”.

Ainda bebê, Aleida ficou sob os cuidados de Celia Sánchez durante os bombardeios que antecederam a invasão da Baía dos Porcos. Foi nesse período que teve um dos primeiros contatos com Fidel. Ao longo da vida, ele acompanhou diferentes momentos de sua trajetória e chegou a se apresentar à filha mais velha de Aleida como “avô Fidel”.

Saúde e mudanças econômicas

Pediatra, Aleida aponta a construção do sistema público de saúde como uma das principais conquistas da Revolução Cubana. Ela destaca um modelo baseado na prevenção, na universalidade e no acesso gratuito. Também recorda uma discussão que teve com Fidel sobre o funcionamento dos médicos de família.

Ao falar do presente, a médica reconhece as dificuldades econômicas, as dúvidas da população e o risco de aumento das desigualdades. Para ela, algumas alternativas adotadas atualmente podem se mostrar equivocadas, mas é “preciso dar um voto de confiança”. Aleida defende que Cuba procure novas respostas sem abandonar o socialismo.

“É preciso inventar, é preciso criar, é preciso ver como podemos sair do buraco em que estamos sem nunca perder a perspectiva de uma sociedade socialista”, afirma.

Memória de Fidel e futuro de Cuba

Ao recordar a morte de Fidel, Aleida descreve uma Cuba tomada por um silêncio que nunca havia presenciado. Segundo ela, parte importante da população também o via como pai, tio, irmão mais velho e amigo.

Na avaliação da médica, as mudanças econômicas precisam ser testadas, mas não podem colocar em risco a igualdade social, a soberania e o projeto socialista. Ela afirma que a população tem direito a dúvidas e críticas e resume sua posição: “O povo tem a última palavra.”

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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