Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Primavera exige atenção a alergias e problemas de pele em cães e gatos

Pólens, ácaros, fungos e pulgas podem intensificar crises; veterinária explica sinais, investigação e cuidados preventivos.

Primavera exige atenção a alergias e problemas de pele em cães e gatos

A primavera pode aumentar a exposição de cães e gatos a agentes associados a alergias e outros problemas de pele. As mudanças de temperatura, umidade e vegetação favorecem a presença de pólens, ácaros, fungos ambientais e pulgas, especialmente entre animais que já têm sensibilidade a esses fatores.

A médica-veterinária Flávia Jávare, do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), afirma que a polinização e a umidade podem elevar a presença de alérgenos no ambiente. “Na primavera, pode haver uma maior exposição aos alérgenos ambientais, como os pólens pela polinização das plantas”, explica.

Problemas que podem aparecer ou piorar

A dermatite atópica, também chamada de atopia, é uma doença crônica e inflamatória que causa coceira e pode sofrer influência das condições ambientais e sazonais. Outro quadro associado à estação é a dermatite alérgica à saliva da pulga (DASP), que pode ser desencadeada ou agravada pelo aumento das picadas.

Entre os agentes relacionados às alergias estão os ácaros da poeira doméstica dermatophagoides farinae e blomia tropicalis, pólens de gramíneas como paspalum notatum e cynodon dactylon, além de fungos ambientais como aspergillus fumigatus e alternaria alternata.

O período também pode favorecer piodermites secundárias, picadas de pulgas e carrapatos, dermatites de dobras — sobretudo em cães braquicefálicos — e dermatofitoses, doenças causadas por fungos geofílicos.

Coceira não confirma alergia

Coçar-se, morder ou lamber repetidamente uma região são sinais possíveis de crise alérgica, mas não bastam para confirmar o diagnóstico. A escabiose, por exemplo, também pode provocar coceira intensa.

Os tutores devem observar vermelhidão, lesões, queda de pelos, descamação, mau odor e infecções de ouvido ou otites. A recorrência, a duração e a evolução dos sintomas ajudam na investigação. “A coceira excessiva não significa necessariamente que o animal tenha uma alergia”, destaca Flávia Jávare.

A avaliação pode incluir raspados cutâneos, citologias, culturas, triagens alérgicas e testes cutâneos. Quando existe suspeita de alergia alimentar, o veterinário pode indicar uma dieta de eliminação. Testes alérgicos também podem ajudar a identificar os agentes envolvidos e orientar a imunoterapia.

Raças predispostas e prevenção

Entre os cães com maior predisposição estão shih tzu, buldogue francês, yorkshire terrier e golden retriever. Em gatos, a predisposição racial é menos estabelecida, mas já foi observada em siamês, persa e sem raça definida (SRD).

Para reduzir a exposição, é recomendado manter a casa limpa e ventilada, aspirar os locais frequentados pelos animais, higienizar camas, mantas e estofados e controlar ectoparasitas.

Quando o animal já apresenta alergia, essas medidas precisam ser combinadas ao tratamento definido pelo veterinário. A abordagem pode envolver controle de alérgenos e ectoparasitas, banhos terapêuticos e medicamentos imunomoduladores, anti-inflamatórios, antibacterianos ou antifúngicos quando houver infecções associadas. Em alguns casos, também pode ser indicada imunoterapia imuno-específica.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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