DISTRITO FEDERAL — Bancários da Caixa rejeitaram a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo banco. A decisão foi tomada em assembleia virtual realizada nesta segunda-feira (21), com 58,6% dos votos. A greve, iniciada em 10 de setembro, continua por prazo indeterminado.
O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal informou que a Caixa conseguiu uma decisão liminar em uma ação de interdito proibitório. A medida pode impor limites à atuação dos grevistas, como impedir o bloqueio do acesso às agências e a entrada ou saída de pessoas.
Em nota, o sindicato afirmou que adotará medidas processuais para defender o direito constitucional de greve e as prerrogativas coletivas da categoria, sem deixar de cumprir as determinações judiciais enquanto elas estiverem em vigor.
“Respeitaremos as determinações judiciais e utilizaremos os instrumentos processuais previstos em lei para defender o direito de greve”, disse Rodrigo Britto, presidente da entidade.
Pontos da proposta rejeitada
O Saúde Caixa, plano de saúde da empresa, foi o principal ponto de insatisfação dos trabalhadores. A oferta previa elevar de 6,5% para 9%, a partir de 2027, a participação da Caixa no custeio do plano.
Na promoção por mérito, os empregados poderiam receber até duas progressões salariais, chamadas de deltas, referentes a 2026 e 2027. Cada progressão representaria, em média, 2,31% de aumento no salário-base.
A proposta também previa aumentar de 25% para 50% a parcela garantida do Super Caixa, programa que paga valores adicionais aos trabalhadores quando as condições mínimas fossem cumpridas. A mudança reduziria ainda o peso do desempenho individual no valor recebido pelos demais empregados.
Além disso, os resultados dos sistemas Figital e Genesys não poderiam diminuir a remuneração dos funcionários em 2026. O acordo incluía um pagamento adicional de R$ 3 mil por trabalhador, além da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), do Super Caixa e de bônus.







