Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Um animal na trilha pode indicar a presença de todo um grupo

Catetos e queixadas vivem em grupos, e a melhor forma de observá-los é manter distância e não interferir no deslocamento.

Uma imagem enquadrada na trilha mostra apenas o que está diante da câmera. No caso de catetos e queixadas, isso pode esconder outros animais entre a vegetação. Por isso, ao avistar um deles, a orientação mais segura é não se aproximar, não bloquear a passagem e observar o entorno sem provocar reações.

Como diferenciar catetos e queixadas

Embora tenham aparência semelhante à de porcos, os dois animais pertencem ao grupo dos pecarídeos. Não são porcos domésticos nem javalis. O Animal Diversity Web, mantido pela Universidade de Michigan, descreve as características e a ecologia dessas espécies.

O cateto é identificado por uma faixa clara no pescoço, parecida com um colar, e aparece como Pecari tajacu. Já o queixada, registrado como Tayassu pecari, tem uma área clara na parte inferior da mandíbula. A distinção pode ser feita à distância, levando em conta também a coloração, o porte e a direção em que o animal segue.

O que pode estar fora do campo de visão

Catetos e queixadas são animais sociais. Outros integrantes do grupo podem permanecer cobertos pelo mato, enquanto o indivíduo visível atravessa a trilha. Os queixadas podem formar grupos maiores que os catetos, embora essa dimensão varie conforme a população e o ambiente.

Ruídos na vegetação não devem ser entendidos automaticamente como sinal de um animal isolado. A presença de filhotes também pede cautela. Isso não significa que todo grupo atacará pessoas, mas reforça a necessidade de não reduzir o espaço usado pelos animais.

A situação pode ficar mais tensa quando há cães por perto, quando alguém tenta cercar um indivíduo ou quando a passagem é bloqueada. Na prática, é importante:

  • verificar se existe movimento além do animal que apareceu primeiro;
  • não ocupar a rota dos animais, principalmente em trilhas estreitas;
  • impedir que um cão avance, persiga ou fique latindo perto do grupo;
  • não oferecer alimentos nem se aproximar para fotografar filhotes.

Observação sem aproximação

A identificação pode ser feita de um ponto seguro, com recursos ópticos quando disponíveis. Não é recomendado fazer sons para provocar uma resposta nem entrar no caminho para conseguir uma imagem melhor. Um vídeo ou registro fotográfico pode ajudar a observar características, mas não revela quantos animais estão fora do enquadramento nem permite prever como o grupo reagirá a uma pessoa, a um cão ou a uma passagem interrompida.

O corpo robusto e os dentes caninos são motivos para respeitar a distância, mesmo quando o animal parece pequeno. A aparência não deve ser usada como convite para chegar mais perto.

Animais e ambiente

Catetos e queixadas ocupam áreas florestais e formações mais abertas ao longo de sua distribuição. Frutos, sementes e outros recursos vegetais fazem parte da alimentação, cuja composição muda conforme o ambiente e a oferta disponível. O Animal Diversity Web descreve o cateto como consumidor de recursos variados.

A perda de habitat e as pressões humanas interferem nas populações de pecarídeos. Não oferecer comida e não transformar o avistamento em perseguição ajudam a preservar o espaço dos animais. Diante de um grupo, a decisão mais segura é manter distância, deixar a passagem livre e seguir sem interferência.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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