Domingo, 6 de setembro de 2026
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Ataques israelenses matam quatro pessoas no sul do Líbano, dizem autoridades

Bombardeios atingiram Arab Salim, Nabatieh al-Fawqa, Nabatieh e Kfar Reman enquanto Líbano, Israel e Estados Unidos negociam.

Ataques israelenses matam quatro pessoas no sul do Líbano, dizem autoridades

Pelo menos quatro pessoas morreram e outras ficaram feridas neste domingo (6) em ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, informaram autoridades libanesas. Em Arab Salim, duas mulheres morreram e seis pessoas ficaram feridas após um bombardeio realizado depois de uma ordem israelense para que moradores deixassem um edifício da cidade.

O Ministério da Saúde do Líbano registrou outras duas mortes em um ataque contra Nabatieh al-Fawqa. Na cidade de Nabatieh, um bombardeio destruiu um edifício histórico e danificou construções próximas. Também foram atingidos Kfar Reman e uma área onde havia um parque municipal em Nabatieh.

Israel afirmou que os ataques foram uma resposta ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah contra suas forças no sul do Líbano. O país classificou a ação do grupo como uma “violação flagrante”. Desde março, quando o Hezbollah atacou Israel durante a guerra entre Estados Unidos e Irã, as forças israelenses mantêm operações aéreas e terrestres em território libanês.

Segundo autoridades libanesas, mais de 4,3 mil pessoas morreram desde então. Israel também mantém tropas em uma área de segurança autodeclarada que avança cerca de 10 quilômetros dentro do Líbano. Embora os ataques tenham diminuído depois de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, em junho, Israel continuou com bombardeios, disparos de artilharia e demolições de edifícios civis no sul do país.

Negociações entre os países

O vice-primeiro-ministro libanês, Tarek Mitri, afirmou que a libertação de prisioneiros libaneses por Israel pode indicar pressão dos Estados Unidos para uma posição mais flexível de Tel Aviv. Uma nova rodada de conversas pode ocorrer em meados deste mês ou alguns dias depois.

Mitri disse que o Líbano tenta manter sua frente de negociação separada das tratativas entre Washington e Teerã, embora os dois processos estejam ligados pelos efeitos sobre a situação no país. Para ele, a interrupção das conversas dificulta o retorno de moradores deslocados e reduz o apoio internacional à reconstrução.

O Hezbollah condenou a campanha militar israelense, acusou Israel de agir com “silêncio internacional” e “cumplicidade americana” e reiterou sua oposição a negociações diretas entre Beirute e Israel. O governo libanês informou ter elaborado um plano de recuperação e recebido promessas de vários países para apoiar o retorno dos moradores e a reabilitação das áreas afetadas.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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