Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ato na Estrutural cobra proposta de moradia para famílias da Nova Canaã

Manifestantes também pediram água e infraestrutura; órgãos do DF divergem sobre a ocupação e as ações de remoção na área.

Ato na Estrutural cobra proposta de moradia para famílias da Nova Canaã

A falta de uma proposta de moradia para as famílias do acampamento Nova Canaã motivou um protesto na pista sul da Estrutural, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (11). O bloqueio também cobrou acesso à água e melhorias de infraestrutura para os moradores da região.

A manifestação ocorreu entre 5h30 e 7h, conforme relatos de participantes. Pneus foram queimados durante a interdição, que foi acompanhada por equipes do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e do Batalhão de Policiamento Rodoviário.

Reclamações dos moradores

O acampamento reúne diferentes núcleos de ocupação próximos ao antigo aterro sanitário de Santa Luzia, segundo moradores. Eles dizem que barracos foram derrubados em operações na área e afirmam que uma criança morreu por falta de atendimento e abandono depois de contrair meningite.

Jéssica Alves, participante do ato, afirmou que as famílias querem uma proposta do governo do Distrito Federal. “O que a gente estava protestando é por uma moradia digna”, disse. Ela também relatou que a cunhada perdeu documentos, roupas e materiais das crianças depois que os pertences foram queimados durante uma das ações.

Os manifestantes levaram faixas com mensagens sobre o direito à água, à moradia e à dignidade. Jéssica ainda relatou episódios de confronto entre famílias e agentes de segurança, com crianças, gestantes e outras pessoas afetadas, segundo ela, por spray de pimenta e balas de borracha.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) negou o uso de equipamentos de menor potencial ofensivo durante a manifestação.

Negociação e resposta dos órgãos

O pastor Ismael Lopes, que acompanha a comunidade e atua na luta por moradia há 15 anos, participou da negociação com os policiais. Ele disse que chegou quando a via já estava bloqueada e ajudou a intermediar o diálogo. Uma faixa foi liberada por volta das 6h10, e o protesto terminou alguns minutos depois.

Segundo Lopes, o ato acabou sem agressões ou depredações. Os moradores pretendem encaminhar as denúncias às autoridades e continuar cobrando uma solução para as famílias do assentamento.

O DF Legal informou que não é necessária ordem judicial para operações destinadas a desconstituir parcelamentos irregulares em áreas públicas. O órgão citou o artigo 133 do Código de Obras e Edificações do Distrito Federal, que prevê a demolição imediata de obras em desenvolvimento em área pública que não possam ser regularizadas.

A pasta afirmou que realiza operações rotineiras na região desde julho e que não há famílias morando no local. De acordo com o DF Legal, as estruturas seriam barracos vazios usados para demarcação de lotes irregulares e armazenamento de materiais. A situação, segundo o órgão, é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Na operação de quarta-feira (9), foram desconstituídos aproximadamente 500 metros de cercas de madeira e arame, oito lotes irregulares demarcados e 40 edificações precárias. O órgão afirmou que as estruturas foram erguidas depois de uma ação realizada em 27 de agosto, quando cerca de 250 estruturas foram removidas.

O Governo do Distrito Federal foi procurado sobre as denúncias apresentadas pelos moradores, mas não havia respondido até a publicação.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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