Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Famílias continuam na Santa Luzia após novas derrubadas no Distrito Federal

Moradores atingidos por ações de desocupação permanecem na região e relatam novas derrubadas de estruturas nesta quarta-feira (2).

Famílias continuam na Santa Luzia após novas derrubadas no Distrito Federal

Famílias afetadas por operações de desocupação continuam na região de Santa Luzia, na Cidade Estrutural, no Distrito Federal. Nesta quarta-feira (2), novas estruturas foram derrubadas, segundo o Movimento Vida & Água (MVA). Entre os moradores estão crianças e adolescentes, que permanecem no local e tentam reconstruir os abrigos sob árvores.

A operação realizada em 27 de agosto atingiu cerca de 250 estruturas, de acordo com a Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal). O órgão afirma que apenas duas delas eram usadas como moradia e que aproximadamente dez pessoas viviam na área.

Carmélia Teixeira, coordenadora do MVA no Eixo 4, que reúne Estrutural e Vicente Pires, diz que as mesmas famílias atingidas na ação de 27 de agosto continuaram na região e voltaram a ser afetadas pelas derrubadas desta quarta-feira. “Eles estão ficando no relento”, relatou.

A área fica perto do Parque Nacional de Brasília e está dentro de uma região de proteção ambiental. Segundo a DF Legal, as ações buscam impedir novas ocupações e o parcelamento irregular do solo.

Versões diferentes sobre a operação

A DF Legal afirma que a maior parte das pessoas chegou ao local depois de notar a movimentação das equipes. O órgão também acusa integrantes da ocupação de colocar fogo em objetos e atacar servidores públicos durante a ação. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso, segundo a secretaria.

A pasta não respondeu especificamente aos relatos de crianças e moradores atingidos por gás ou spray de pimenta. Informou, porém, que o Conselho Tutelar esteve presente e que cerca de dez pessoas residiam no espaço.

Também há divergência sobre o incêndio registrado durante a operação. A DF Legal diz que os próprios ocupantes atearam fogo em objetos para tentar interromper a ação e protestar contra as derrubadas. O órgão sustenta que a maioria das estruturas estava vazia e que os poucos moradores encontrados puderam retirar seus pertences antes da remoção dos barracos.

Atendimento social

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) informou que duas famílias aceitaram atendimento durante a operação. As equipes avaliaram o acesso a programas e benefícios sociais, conforme o perfil e os critérios de elegibilidade.

As duas famílias já eram acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Ceilândia e Samambaia. A secretaria também ofereceu acolhimento institucional, mas as famílias recusaram o serviço. Carmélia afirma que os moradores continuam na região, sob árvores e sem abrigo estruturado.

O MVA diz que não houve assistência depois das derrubadas e que o Conselho Tutelar não acompanhou a ação. Já a DF Legal afirma que Sedes, Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e Conselho Tutelar estiveram presentes e atenderam pessoas que declararam morar no local.

Para Carmélia, a principal reivindicação dos moradores é uma solução de moradia. As operações na área ocorrem desde julho, quando, segundo a DF Legal, foram removidas quase 200 estruturas de madeira e lona, além da retirada de mais de 10 quilômetros de cercamento e da descaracterização de aproximadamente 500 lotes considerados ilegais.

O movimento afirma que, nesta quarta-feira (2), as famílias atingidas em 27 de agosto permaneceram no local e voltaram a levantar estruturas depois de novas derrubadas ao longo do dia.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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