Uma baleia-anã foi libertada da maior parte de um emaranhado de cordas e boias depois de atravessar mais de 40 milhas, cerca de 64 quilômetros, perto de Cape Cod, em Massachusetts, nos Estados Unidos. O animal, com aproximadamente 5,5 metros, ainda apresentava ferimentos importantes após o resgate.
A operação começou com um alerta de pescadores recreativos, que avistaram a baleia pouco antes do pôr do sol em Cape Cod Bay. As cordas passavam pela boca, davam várias voltas ao redor do corpo e puxavam boias e outros equipamentos de pesca pela água.
Reencontro após a busca aérea
O primeiro avistamento ocorreu em 6 de setembro. Na manhã seguinte, equipes do Marine Animal Entanglement Response procuraram o animal nas áreas de Provincetown e Truro, mas não o encontraram.
A baleia voltou a ser localizada em 8 de setembro, perto de Nauset Inlet, em Eastham. A identificação foi feita por uma equipe de levantamento aéreo do Northeast Fisheries Science Center. A aeronave acompanhou o animal enquanto o barco de resgate se aproximava.
Scott Landry, diretor do Marine Animal Entanglement Response, destacou que é incomum reencontrar uma baleia-anã que continua nadando depois do primeiro registro. O deslocamento dificultou a localização, já que o animal continuou avançando pelo litoral enquanto arrastava o equipamento.
Linha permaneceu presa à nadadeira
Os socorristas usaram uma faca em formato de gancho, fixada na ponta de uma haste longa, para cortar as cordas sem entrar na água. O equipamento pesado foi retirado aos poucos, com avaliação das linhas antes de cada corte e acompanhamento do comportamento da baleia.
Uma linha profundamente incrustada na região da nadadeira esquerda não foi removida. De acordo com o Center for Coastal Studies, puxar ou cortar esse trecho poderia provocar sangramento excessivo. A equipe preferiu liberar o restante do corpo e evitar um risco adicional.
Depois da operação, a baleia voltou a nadar normalmente, mas o prognóstico continuou ruim. A corda presa à boca pode ter dificultado ou impedido a alimentação durante parte do período em que o animal esteve enroscado, e os ferimentos ainda exigiam atenção.
O Center for Coastal Studies trabalha com ocorrências desse tipo desde 1984 e já libertou mais de 200 grandes animais marinhos de cordas e equipamentos. A orientação dos socorristas é que pessoas sem treinamento não tentem retirar o material por conta própria.







