Um cabo de aço desgastado que se rompe durante o exercício pode causar lesões físicas, despesas urgentes e afastamento profissional. A academia pode ser responsabilizada quando mantém equipamentos com sinais de desgaste disponíveis para os frequentadores.
O Código de Defesa do Consumidor estabelece que os prestadores de serviço respondem independentemente de culpa por defeitos apresentados. Na prática, o aluno ferido não precisa comprovar dolo para pedir a reparação dos prejuízos relacionados ao acidente.
Entre os valores que podem entrar no cálculo estão consultas ortopédicas, exames de imagem, medicamentos e sessões de fisioterapia. Quando a lesão impede temporariamente o exercício de atividades profissionais, também podem ser cobrados os valores que deixaram de ser recebidos durante o afastamento.
Como reunir provas
A relação entre o rompimento do cabo e a lesão precisa ser demonstrada. Prontuários médicos, laudos ortopédicos e receitas de farmácia ajudam a registrar o atendimento e os gastos. Fotografias do equipamento danificado feitas logo após a ocorrência e depoimentos de testemunhas também podem reforçar a comprovação do acidente.
É recomendável preservar os registros fotográficos do aparelho, os documentos médicos, as receitas, os comprovantes de afastamento profissional e as notas das despesas. Esses documentos ajudam a demonstrar tanto a falha mecânica quanto os prejuízos decorrentes dela.
Prevenção nas academias
A manutenção preventiva deve incluir um cronograma de inspeções dos cabos de aço, das polias e dos demais aparelhos. Vistorias realizadas por profissionais capacitados podem identificar equipamentos defeituosos antes que eles sejam usados novamente.
Sinais de ferrugem e desgaste não devem ser ignorados. Retirar máquinas com problemas do acesso dos alunos reduz o risco de novas rupturas e contribui para a segurança durante os treinos. A conservação adequada também evita que a empresa enfrente cobranças relacionadas a lesões e despesas causadas por falhas nos equipamentos.







