A presença de muitas flores no cajueiro não permite prever, sozinha, uma produção grande de castanhas. A formação do fruto depende de uma sequência que envolve polinização, fecundação e permanência do fruto em desenvolvimento.
O cajueiro produz flores masculinas e hermafroditas. Apenas as hermafroditas têm a estrutura feminina necessária para originar o fruto. Mesmo entre elas, somente uma pequena parcela chega a formar castanhas.
Uma janela curta para a polinização
A Embrapa informa que o estigma pode ficar receptivo desde um dia antes da abertura da flor até dois dias depois. A polinização costuma ocorrer até o meio-dia do dia em que a flor se abre. O processo também depende da visita de insetos, e a abelha Apis mellifera está entre as espécies mais importantes nesse trabalho.
Quando o pólen alcança o estigma receptivo, pode ocorrer a fecundação. Aproximadamente uma semana depois, o pequeno fruto já pode ser percebido. A castanha verdadeira se desenvolve ligada ao pedúnculo carnoso conhecido como caju, que é o pseudofruto.
Desenvolvimento até a maturação
A castanha cresce inicialmente e atinge o tamanho máximo por volta da quinta semana. Depois, passa por uma redução até amadurecer. No cajueiro-anão-precoce, o intervalo entre o surgimento e a maturação é de aproximadamente 52 dias. No cajueiro comum, esse período pode ficar entre 56 e 60 dias.
A proporção de frutos formados pode variar conforme a região, a época do ano, a planta e até entre diferentes panículas da mesma árvore. Além disso, a queda de frutos ainda imaturos pode estar relacionada a fungos, insetos, questões nutricionais e fatores mecânicos, como ventos fortes.
As condições ambientais também interferem no florescimento e na frutificação. Por isso, uma árvore com floração intensa ainda pode terminar com poucas castanhas em desenvolvimento. A quantidade de flores é apenas o início: a produção depende de várias etapas que precisam ocorrer corretamente.







