Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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O campo magnético que orienta tartarugas em longas migrações

Variações magnéticas e outras pistas ambientais podem ajudar tartarugas marinhas a reencontrar regiões costeiras depois de anos.

O campo magnético que orienta tartarugas em longas migrações

No mar aberto, onde quase não há referências visuais permanentes, as tartarugas marinhas podem usar informações invisíveis para encontrar o caminho. Uma das hipóteses mais estudadas pelos pesquisadores é que elas detectem variações do campo magnético da Terra e reconheçam, por meio delas, diferentes regiões do oceano.

A intensidade e a inclinação desse campo mudam conforme a posição no planeta. Para animais capazes de perceber essas diferenças, cada área pode apresentar uma combinação de sinais parecida com uma assinatura geográfica. Essa possibilidade é conhecida como navegação geomagnética.

Sinais usados durante a viagem

Experimentos com tartarugas jovens reforçaram essa hipótese. Ao serem expostas artificialmente a campos magnéticos semelhantes aos de diferentes pontos das rotas migratórias, elas alteraram a direção do nado de acordo com a localização simulada. O resultado sugere que conseguem transformar parte das informações magnéticas em orientação espacial.

A navegação, porém, provavelmente não depende de um único recurso. Correntes oceânicas, posição do Sol, características da costa e sinais químicos podem contribuir em momentos diferentes do percurso. Quando o litoral está próximo, pistas locais também podem ajudar no deslocamento.

O campo magnético teria uma vantagem em relação a algumas referências do céu: continua presente mesmo com o céu encoberto e durante os mergulhos. Uma tartaruga pode passar semanas ou meses sem avistar terra e ainda precisa conservar uma direção geral ao atravessar o oceano.

Retorno à região de origem

Em muitas espécies, há forte fidelidade natal, sobretudo entre as fêmeas. Elas costumam voltar à região onde nasceram para colocar ovos, mas isso não quer dizer que alcancem exatamente o mesmo ponto da praia. O destino pode ser uma praia, várias praias próximas ou uma faixa costeira relativamente pequena.

Como o campo magnético terrestre muda lentamente ao longo dos anos, pesquisadores investigam se essas alterações ajudam a explicar mudanças discretas nos locais escolhidos para a nidificação. A hipótese geomagnética esclarece parte da orientação, mas os detalhes do mecanismo ainda estão em estudo.

O que as migrações indicam é que o deslocamento desses animais não ocorre ao acaso. Depois de percorrer milhares de quilômetros, eles conseguem combinar sinais naturais para retornar a uma região costeira específica.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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