DORSET — Uma lagoa profunda formada pela barragem de um casal de castores passou a receber diferentes animais em Little Sea, no condado de Dorset. Câmeras instaladas no local registraram uma lontra pescando, enquanto uma coruja passou a usar as margens abertas para caçar pequenos animais.
A transformação começou com a ocupação planejada de um córrego. Em doze meses, os castores estabeleceram território na área e manipularam madeira, terra e sedimentos. A barreira construída pelos animais tem trinta e cinco metros de extensão e espalhou a água pelo terreno ao reduzir a velocidade da correnteza.
O represamento também mudou a vegetação ao redor. Ao cortar parte dos troncos, os castores abriram clareiras no dossel florestal denso. Com mais luz chegando ao solo úmido, a área passou a favorecer a regeneração vegetal e o crescimento de plantas rasteiras.
Água retida e novas condições para a fauna
A barragem substituiu o antigo leito estreito por uma área alagada de maior profundidade. A retenção de água acumulou sedimentos no fundo e reduziu o desgaste das margens provocado pelo escoamento.
A nova configuração criou um refúgio para espécies aquáticas, predadores e presas. A presença da lontra pescando e da coruja nas margens indicou o uso do ambiente modificado por animais com hábitos diferentes.
Efeito durante períodos secos
As represas mantiveram níveis estáveis de retenção mesmo durante períodos de calor e estiagem prolongada no condado. A rede de vegetação ajudou a conservar a umidade do solo florestal, enquanto a liberação lenta da água abasteceu mananciais vizinhos de forma contínua.
Entre os efeitos associados à ação dos castores estão a diminuição da velocidade dos córregos, a abertura do dossel arbóreo e a preservação de reservatórios hídricos durante períodos secos. O projeto em Dorset também mostrou como a atuação de espécies nativas pode contribuir para a restauração ecológica e para a recuperação de processos naturais da paisagem.







