Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Lagos dos Pireneus recuperam transparência e fauna após remoção de peixes exóticos

Intervenção com rotenona permitiu o retorno de anfíbios, invertebrados aquáticos e da lontra aos lagos espanhóis.

A água dos lagos Tres Estanys del Mig e Tres Estanys de Baix voltou a ficar mais transparente cerca de dez meses depois da retirada de peixes exóticos. No mesmo período, anfíbios e invertebrados aquáticos reapareceram no ambiente, em uma recuperação observada após uma intervenção científica na Espanha.

Os peixes pertenciam ao gênero Phoxinus e chegaram aos lagos como isca viva usada de forma inadequada na pesca esportiva. Sem predadores diretos, proliferaram e passaram a consumir recursos da fauna nativa. Entre os efeitos estavam a destruição de ovos de anfíbios e a redução de pequenos invertebrados que sustentavam a cadeia alimentar.

A movimentação dos cardumes no sedimento do fundo também deixava a água turva. Com a retirada dos invasores, esse processo foi interrompido. A maior transparência favoreceu a fotossíntese das plantas aquáticas e contribuiu para a recuperação das condições naturais dos lagos.

Tratamento nos lagos

Pesquisadores de um projeto europeu coordenado pelo CEAB aplicaram rotenona, uma substância natural, em setembro de 2025. O tratamento foi delimitado para impedir a contaminação de bacias vizinhas. Embarcações distribuíram o ictiocida em diferentes profundidades e nas margens, até eliminar os peixes.

Depois da intervenção, microcrustáceos herbívoros se multiplicaram. Esses organismos filtradores consumiram o excesso de algas e ajudaram na purificação biológica da água.

Retorno da fauna nativa

A redução da pressão predatória abriu espaço para a volta dos anfíbios. A rã-vermelha, cujos girinos eram raros nas últimas décadas, recolonizou as margens em grande quantidade.

Também reapareceram invertebrados aquáticos que não eram detectados desde 2014. A lontra passou a visitar as margens para forragear, acompanhando a reocupação do ambiente por espécies nativas.

O resultado nos Pireneus é apresentado como um modelo para a gestão de áreas protegidas na Europa. A experiência indica que intervenções planejadas podem restaurar ecossistemas de alta montanha afetados pela introdução de espécies exóticas e recuperar processos biológicos em menos de um ano.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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