Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Cozimento excessivo mantém proteína, mas pode reduzir seu aproveitamento

O calor não elimina a proteína dos alimentos, mas pode alterar textura, digestão e qualidade biológica quando o preparo passa do ponto.

O cozimento excessivo não faz a proteína desaparecer dos alimentos. Carnes, ovos e laticínios continuam contendo esse macronutriente mesmo depois de passarem do ponto ideal. O problema é que o calor intenso pode dificultar o aproveitamento pelo organismo durante a digestão.

O aquecimento moderado provoca a desnaturação, uma mudança na forma das moléculas que costuma facilitar a ação das enzimas gastrointestinais. Já a exposição prolongada a temperaturas severas pode favorecer a agregação das cadeias moleculares. Com isso, algumas ligações ficam mais difíceis de romper, e determinados aminoácidos podem se tornar menos disponíveis para o metabolismo.

Quando o alimento queima

A situação muda quando o preparo chega à queima. Na superfície de carnes e queijos podem surgir compostos químicos indesejáveis associados à carbonização. Entre eles estão as aminas heterocíclicas e os hidrocarbonetos aromáticos, moléculas descritas como potencialmente carcinogênicas.

Grelhar por tempo excessivo ou tostar os alimentos em temperaturas muito altas favorece o aparecimento dessas substâncias. Por isso, a recomendação apresentada é evitar que a crosta dos alimentos queime.

O tempo prolongado no fogo também altera a textura. Frango e peixe podem ficar secos e rígidos pela perda de umidade. Ovos submetidos a aquecimento exagerado tendem a adquirir consistência borrachuda. No queijo paneer, o resultado pode ser a perda da maciez e uma textura quebradiça. Reaquecer repetidamente refeições prontas produz efeitos semelhantes e prejudica a mastigação e a palatabilidade.

Como evitar o excesso

A orientação é cozinhar o suficiente para garantir a segurança microbiológica, sem prolongar o fogo além do necessário para amaciar e higienizar os ingredientes. O uso de temperatura moderada e o desligamento da chama assim que o alimento estiver pronto ajudam a evitar o ressecamento, preservar as características do prato e manter o aproveitamento dos nutrientes.

Transformações moleculares relacionadas ao preparo dos alimentos também são destacadas em um vídeo do canal Kiki Sanford no YouTube.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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