Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Críticas apontam continuidade entre Simões e Zema na condução de Minas

Analistas e representantes de servidores associam o novo governo a privatizações, redução do papel do Estado e conflitos com o funcionalismo.

👉🗣👎❓🧐🤭👀⁉‘Autoritarismo e Estado mínimo’: Simões é continuidade de Zema no governo de MG | Portilho Online – Sem Censura ! – Noticias de Patrocinio MG e Região

Matheus Simões assumiu o governo de Minas Gerais em 22 de março, após Romeu Zema renunciar ao cargo para concorrer às eleições presidenciais. Para analistas e representantes de servidores ouvidos sobre a política mineira, a gestão mantém as principais diretrizes do período anterior, com redução do papel do Estado, concessões à iniciativa privada e conflitos com categorias do serviço público.

Simões foi vice-governador de Zema entre 2022-2026 e secretário-geral no primeiro mandato, de 2020-2022. Nesse período, participou da articulação de medidas como a Reforma Administrativa e propostas de privatização de empresas públicas.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirma que o governador representa a continuidade de uma administração voltada à privatização e marcada por relações autoritárias com movimentos sociais. Para o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista político José Luiz Quadros, as ações dos dois governos fazem parte de uma ascensão global da extrema direita e indicam um processo de desmonte do Estado.

Privatizações e escolas públicas

Entre as medidas associadas a Simões está a articulação, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da proposta de emenda à Constituição estadual que retirou a obrigatoriedade de referendo popular para autorizar a desestatização de empresas públicas como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Quando ainda era vice-governador, ele também apresentou ao Legislativo um projeto de lei que permite a privatização da Copasa. Segundo Rogério Correia, Simões declarou que gostaria de privatizar a Cemig em um próximo governo.

Poucos dias depois da posse, o governo de Minas leiloou a gestão de infraestrutura e serviços de 95 escolas públicas por 25 anos. A Parceria Público-Privada (PPP) será administrada pela IG4 BTG Pactual Health Infra, gestora da Opy Health, responsável pela administração do Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro (HMDCC), em Belo Horizonte.

A iniciativa foi criticada por trabalhadores da educação e comunidades escolares, que manifestaram preocupação com a qualidade dos serviços. Denise Romano, coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG), disse que a medida demonstra falta de compromisso com políticas públicas e interesses populares.

Quadros relaciona a condução do governo à ideia de Estado mínimo e afirma que a lógica adotada favorece a concentração de riqueza. Para ele, o partido Novo, ao qual Simões pertenceu, mantém uma visão ligada ao liberalismo do século 18 dentro de uma lógica neoliberal.

Conflitos com servidores

O governo também enfrenta críticas relacionadas aos salários do funcionalismo. Trabalhadores da educação, saúde, meio ambiente e segurança pública afirmam acumular perdas salariais. No caso de policiais civis, policiais penais e bombeiros, a defasagem chega a 50%, de acordo com as informações apresentadas por essas categorias.

Na saúde, as perdas ultrapassam 36%. Na educação, a defasagem acumulada entre 2019 e 2025 é de 41,83%. Também são apontados o não cumprimento do piso salarial nacional e a existência de profissionais que recebem menos de um salário mínimo.

Em uma das primeiras medidas após assumir o cargo, Simões ofereceu reajuste de 5,4% às categorias. A proposta foi aprovada pela ALMG e sancionada pelo governador, apesar da rejeição manifestada por servidores.

A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) afirmou que a mudança no comando não representa um novo governo e acusou a administração de tentar reconstruir sua imagem na área de segurança pública. Denise Romano, por sua vez, disse que o governo Zema/Simões atacou os interesses do funcionalismo, responsável pela execução de políticas públicas e serviços em áreas como saúde, educação e meio ambiente.

Episódios anteriores

Antes de chegar ao Executivo, Simões foi vereador em Belo Horizonte pelo partido Novo. Em 2019, durante um debate sobre o projeto Escola Sem Partido, ele se envolveu em uma discussão com o ex-vereador Gilson Reis, então filiado ao PCdoB. Reis caiu após um empurrão, segundo seu relato, e foi aberto um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

O episódio ocorreu durante a defesa do projeto, conhecido popularmente como Escola com Mordaça por interferir na prática pedagógica de docentes.

Já como vice-governador, Simões foi acusado pela deputada estadual Lud Falcão (Podemos) de ameaçar fechar as portas do Executivo para ela caso seu marido, Luís Eduardo Falcão, presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), não se desculpasse por críticas à gestão de Zema.

O governador também teve embates com o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre a abertura de escolas cívico-militares. Mesmo após a determinação de que a prática era irregular e a suspensão da criação das instituições, ele insistiu na proposta.

Para Rogério Correia e José Luiz Quadros, o desempenho do grupo político deve pesar na disputa eleitoral. Correia defende a retomada de políticas públicas e o fortalecimento dos serviços e servidores. Quadros afirma que um governo que não garante direitos constitucionais não deve receber o voto popular.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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