A rotina de lavar as mãos pode deixar unhas e cutículas mais frágeis quando envolve contato frequente com água, sabonetes e detergentes. A remoção da oleosidade natural da pele favorece fissuras, ressecamento e perda de resistência. Por isso, a recomendação é aplicar hidratante logo depois de cada lavagem, enquanto ainda há umidade na superfície.
A American Academy of Dermatology explica que o processo repetido de molhar e secar faz as camadas de queratina se expandirem e se contraírem. Com a evaporação da água, podem surgir microfissuras na lâmina ungueal, reduzindo sua flexibilidade e facilitando as lascas no dia a dia. O efeito tende a atingir principalmente quem mantém uma rotina de exposição intensa à água.
Por que proteger a cutícula
A cutícula forma uma vedação entre a pele e a unha. Essa barreira ajuda a proteger a matriz, região responsável pelo crescimento, contra a entrada de microrganismos. Quando resseca e se rompe, a área ao redor da unha fica mais vulnerável e pode apresentar descamação.
A hidratação imediata contribui para conservar a umidade e recompor a barreira lipídica. Produtos emolientes criam uma camada protetora que reduz a perda de água e dá mais elasticidade à pele. A aplicação pode incluir uma massagem suave na base das unhas, com o objetivo de facilitar a absorção.
Hábitos para reduzir o desgaste
Algumas medidas ajudam a diminuir o contato direto com substâncias que ressecam a pele:
- Usar luvas de borracha ao lavar louça ou lidar com produtos de limpeza;
- passar creme nas mãos e nas cutículas após cada lavagem;
- evitar cortar as cutículas em excesso;
- manter as unhas alinhadas e lixar as bordas em uma única direção;
- preferir removedores suaves sem acetona.
Em casos de ressecamento severo, o petrolato puro pode ser usado como uma opção oclusiva. Aplicado nas cutículas, ele forma uma cobertura que ajuda a impedir a perda de umidade. O uso à noite também mantém o produto sobre as unhas durante o período de descanso, sem contato com água.







