Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Doação de CEO da Sigma Lithium a Simões ocorreu 11 dias após fim de embargo

Ana Cristina Cabral transferiu R$ 100 mil para a campanha do governador em 1º de setembro, após acordo ambiental com a mineradora.

Onze dias após MG liberar mina, CEO doa R$ 100 mil a Simões
Foto: Sigma Lithium/Divulgação

A CEO da Sigma Lithium, Ana Cristina Cabral, doou R$ 100 mil à campanha de Mateus Simões (PSD) em 1º de setembro. A transferência ocorreu 11 dias depois de um acordo firmado pelo governo de Minas Gerais que encerrou o embargo ambiental contra a mineradora.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado em 21 de agosto. O documento pôs fim à medida aplicada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) em maio, que incluía multa de R$ 2,7 milhões. A empresa opera em Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.

Entre as irregularidades apontadas pela Feam estão a captação de água em nascente sem autorização, o aterramento de quatro cursos d’água para a instalação de pilhas de estéril e o armazenamento de materiais com risco de contaminação fora das normas técnicas.

O que disseram a CEO e o governador

Após a repercussão, Ana Cristina Cabral afirmou: “Doei às claras, no meu CPF, 100% declarado, 100% legal.” Ela também declarou que não recebe dividendos da Sigma e que faria novamente a doação.

Mateus Simões negou irregularidades. O governador disse que a contribuição, por ter sido declarada, não indicaria uma operação ilícita e afirmou que o Estado já havia decidido sobre o TAC antes de receber o valor.

“Seria muito estranho se ela tivesse feito alguma doação e o governo tivesse tomado alguma ação em favor dela, mas o governo já tinha tomado a decisão”, disse Simões em uma sabatina realizada nesta quarta (23). Ele classificou o episódio como externo à função de chefe do Executivo.

O embargo também afetou um empréstimo de quase R$ 500 milhões que a Sigma Lithium negociava com o BNDES. Em setembro, a Justiça paralisou a mina após uma ação de comunidades quilombolas. Em junho, o TJMG havia suspendido um depósito de R$ 50 milhões da empresa por danos socioambientais.

Até a conclusão da apuração, nenhum adversário de Simões na disputa pelo governo de MG havia se manifestado publicamente sobre a doação. O TRE-MG também determinou a retirada do ar de um vídeo de Simões sobre o vice de Cleitinho.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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