BELO HORIZONTE — O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), criticou a defesa de Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo de Minas Gerais, pela exploração e venda de terras raras pelo preço “mais alto possível”. Para Silveira, as reservas minerais devem ser usadas para atrair investimentos, desenvolver tecnologia e industrializar a produção no estado e no país.
A declaração foi feita nessa segunda-feira (24/8), durante a abertura da Exposibram 2026, em Belo Horizonte. O ministro considerou contraditória a defesa da exploração dos minerais sem apoio à industrialização em Minas Gerais. Roscoe é presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entidade que representa o setor industrial mineiro.
“Indústria é emprego, é inclusão, é inteligência, então nós temos que defender a nossa indústria”, afirmou Silveira. Ele disse que a estratégia do governo Lula é aproveitar a posição do Brasil nas reservas de minerais críticos para atrair investimentos e tecnologia, além de ampliar a industrialização no país.
Silveira também questionou por que os investimentos não seriam direcionados ao Brasil para que as terras raras e outros minerais críticos fossem manufaturados no próprio país.
Declarações de Roscoe
Roscoe falou sobre o tema em 19 de agosto, durante uma coletiva de imprensa em um evento promovido pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil). Ele classificou as terras raras como “a grande oportunidade do mundo”, “o novo petróleo” e “a nova mudança mundial”.
Segundo o candidato, o Brasil concentra 25% das reservas mundiais. Esse percentual poderia ser maior, na avaliação dele, porque apenas uma pequena parcela do território nacional foi pesquisada.
Roscoe também defendeu a exploração das reservas e citou Poços de Caldas, no Sul de Minas, como local de um dos principais depósitos mundiais. Ele avaliou que a atividade teria baixo impacto ambiental.







