A proibição das bets é apresentada como uma das principais apostas de Lula na reta final da campanha presidencial. A reação positiva nas redes sociais teria fortalecido a proposta, enquanto a defesa das casas de apostas por clubes de futebol provocou desgaste para essas instituições, segundo a análise política apresentada no texto.
A estratégia do candidato também inclui ampliar a presença de eleitores com mais de 60 anos nas urnas nos dois turnos. Esse grupo é apontado como uma faixa em que Lula tem vantagem de popularidade. O comparecimento ainda funciona como prova de vida do INSS.
A participação eleitoral pode pesar em direções diferentes. O comparecimento tradicionalmente maior das mulheres poderia beneficiar Lula. Já uma abstenção elevada entre a população de baixa renda tenderia a favorecer Flávio Bolsonaro. O texto ressalta, porém, que essas são previsões e que algumas certezas só devem surgir depois de 4 de outubro.
As pesquisas mencionadas apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro pouco mais de uma semana antes do primeiro turno. A antecipação do voto útil aparece como uma tendência favorável ao candidato do PL. Augusto Cury não deve superar 6%, segundo a PoderData, enquanto Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos são citados como nomes que tentam ocupar o espaço de Plano B da extrema direita.
Mesmo com percentuais menores, esses candidatos podem influenciar o resultado. A estimativa de 15% ou 20% dos votos para candidaturas menores é apontada como um dos fatores que podem levar a eleição ao segundo turno. Nesse cenário, o eleitor moderado, com renda entre dois e cinco salários mínimos, ensino médio e concentração no Sudeste, aparece como decisivo.
A crise do STF não teria alterado os números das pesquisas, mas colocou a corrupção no centro da campanha. Para o cientista político Jairo Nicolau, esse ambiente pode elevar a abstenção, os votos brancos e os nulos, em razão do descrédito com a política e as instituições.
A análise também cita suspeitas e relações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O candidato do PL teria viajado no jatinho do banqueiro e participado, em 2024, de um jantar com ele e Jair Bolsonaro. A Polícia Federal ainda teria identificado Flávio em uma foto na África do Sul ao lado de Weverton Rocha e Willer Tomaz, além de registrar uma emenda parlamentar de R$ 200 mil destinada, em 2023, a “Peixe”, apontado no texto como miliciano envolvido no assassinato de Marielle Franco.
No campo institucional, Flávio Bolsonaro enviou ao ministro André Mendonça uma ação contra Lula por suposto envolvimento com Vorcaro. O ministro Luiz Fux, por sua vez, demonstrou preocupação com visitas de Lulinha ao Senado. O texto avalia que a sucessão de acusações mantém a percepção de equivalência entre os dois campos políticos nas redes sociais.







