Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Bets aprofundam endividamento e exigem restrição gradual, avalia cientista político

Francisco Fonseca defende começar pela proibição da propaganda e ampliar medidas até o fechamento dos jogos de aposta.

‘Bets são uma doença permitida pelos governos Temer e Bolsonaro’, avalia cientista político

O cientista político Francisco Fonseca defende restrições graduais às bets, começando pela proibição da propaganda e avançando até o fechamento desse tipo de jogo. Professor de Ciência Política na PUC-SP e na FGV-SP, ele afirma que as apostas contribuem para o endividamento e reduzem o poder de consumo das pessoas, mesmo diante de indicadores econômicos positivos.

Fonseca classificou o tema como sensível e disse que uma proibição imediata poderia provocar impactos drásticos. Na avaliação dele, seria necessário considerar a dependência de clubes de futebol em relação às casas de aposta e a arrecadação do governo. “É uma doença permitida pelos governos Temer e Bolsonaro”, afirmou.

Para o professor, a restrição precisa ser planejada nos campos eleitoral e político. Ele descreveu as bets como uma forma de jogo de azar associada à dependência e a prejuízos psicológicos e econômicos. A proposta defendida é estabelecer um prazo para adotar medidas cada vez mais duras até a interrupção total das apostas.

Mulheres e decisão do governo

O advogado e cientista político Jorge Folena avaliou como acertada a decisão de Lula de enfrentar o tema. Segundo ele, as apostas têm provocado prejuízos às famílias e à economia, com impacto maior sobre as mulheres. Elas representam 53% do eleitorado e, conforme a análise apresentada, muitas famílias são chefiadas por mulheres.

Fonseca relacionou esse impacto à presença feminina na administração dos benefícios sociais. Ele afirmou que 90% da titularidade do Bolsa Família está com mulheres e disse que esse grupo deseja o fim das bets. Para o cientista político, a questão pode influenciar as decisões eleitorais.

Folena também afirmou que Lula assumiu um debate presente na sociedade e que não seria suficiente manter jogos de aposta enquanto programas como o Desenrola são realizados. Na avaliação dele, a iniciativa foi responsável.

Eleitorado que não escolhe Lula ou Bolsonaro

Na reta final da campanha, Fonseca defendeu que a comunicação também seja direcionada aos eleitores que não se alinham nem a Lula nem a Bolsonaro. Para esse grupo, ele propôs uma mensagem sobre os efeitos sociais das bets e alertou para a possibilidade de um caminho de ditadura caso um candidato de direita vença.

O cientista político ainda citou a possibilidade de uma sequência de pedidos de impeachment, começando pelo Supremo Tribunal Federal, e mencionou a proximidade de Flávio Bolsonaro com Donald Trump. Para Fonseca, há uma disputa entre um projeto de democracia política, social e soberania e outro de enfraquecimento da soberania, da democracia e dos projetos sociais.

Ele também defendeu aumentar para aproximadamente 220 o número de deputados federais e afirmou ser necessário evitar que o Senado fique sob controle da extrema direita. Sobre o segundo turno, disse que há uma nova mobilização, com apoios e fatos políticos diferentes, mas considerou a questão externa, especialmente o governo Trump, o ponto mais preocupante.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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