Sebastião Costa, médico pneumologista, afirma que a extrema direita representa uma ameaça à democracia e associa sua atuação a episódios de violência política no Brasil e em outros países. No texto, ele também defende a convivência harmônica entre brasileiros e a continuidade de programas sociais.
O autor relembra que Lula perdeu a primeira eleição para Collor de Melo e atribui à Rede Globo um papel decisivo naquele resultado. Costa cita ainda uma declaração de Lily Marinho sobre Roberto: “O Roberto colocou ele e depois tirou. Durou pouco. Ele se enganou”.
Na sequência, afirma que Lula perdeu outras duas eleições, relacionando essas derrotas ao Plano Real, do presidente Itamar Franco, conduzido pelo ministro Ricupero. Depois, destaca a vitória de Lula em três eleições seguidas, associando o resultado à história, ao carisma e à sensibilidade social do político.
Críticas à extrema direita
Costa afirma que, na eleição seguinte, o cenário teria sido marcado pelo “pedigree violento da extrema direita”. Em sua avaliação, fascismo, trumpismo e bolsonarismo estariam relacionados a um ambiente de guerra, agressões políticas e ataques às instituições democráticas.
O médico menciona a derrubada de governos eleitos, prisões, torturas e assassinatos em diferentes países. Entre os episódios citados estão Brasil e Bolívia, em 1964; Argentina, em 1966 e 1976; e Chile e Uruguai, em 1973.
Também são lembradas a depredação da Praça dos Três Poderes e a destruição do Capitólio. Costa cita ainda conflitos e ataques em países como Irã, Iêmen, Nigéria, Síria e Somália, além da morte de 14 mil crianças palestinas.
Ao final, o autor critica o racismo, o negacionismo e o lema “DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA!”, que relaciona ao fascismo de Mussolini. Ele afirma que parte dos brasileiros apoia o retorno do extremismo de direita ao Palácio do Planalto, enquanto outra parcela defende um país harmônico e a melhoria da qualidade de vida da população mais pobre.








