Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Ações contra faixas sobre o BRB precedem depoimento de manifestante no DF

Saulo Dias Kalunga foi chamado pela Polícia Civil para prestar esclarecimentos após faixas questionarem as contas do Banco de Brasília.

Ações contra faixas sobre o BRB precedem depoimento de manifestante no DF

Uma faixa de 12 metros voltou a ser retirada por agentes do DF Legal nesta sexta-feira (2), enquanto participantes de uma manifestação questionavam a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). No mesmo dia, policiais militares e fiscais interpelaram novamente o grupo, que instalava a mensagem em uma passarela do Varjão, região administrativa do Distrito Federal.

As ações ocorreram depois de o DF Legal recolher a faixa na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, na quinta-feira (1º). O órgão afirmou que o objeto foi instalado sem licença prévia e citou a Lei nº 1.771/1997, que, segundo a fiscalização, exige autorização para colocar objetos em áreas públicas. O DF Legal confirmou o apoio policial e disse que a retirada fez parte de ações de rotina.

Intimação e versões sobre a manifestação

Saulo Dias Kalunga, um dos participantes, recebeu uma intimação da 38ª Delegacia de Polícia (38ª DP) para prestar esclarecimentos nesta sexta-feira (2). Emitido na quinta-feira (1º), o documento o classifica como “envolvido” na ocorrência policial, mas não informa qual fato está sob apuração. Também não menciona as faixas, o BRB ou a governadora Celina Leão (PP).

O grupo começou a instalar as mensagens em 30 de setembro, em estruturas como viadutos e passarelas de Brasília. Uma segunda faixa, colocada na saída sul do Distrito Federal, perto dos acessos ao Gama e a Santa Maria, também teria sido recolhida pelo DF Legal. Segundo os manifestantes, a justificativa foi uma suposta irregularidade em área pública.

Saulo afirma que a iniciativa é pacífica e busca cobrar explicações da governadora sobre o banco. “Nossa manifestação é pacífica. Nossa pergunta é legítima. E vamos continuar cobrando respostas”, disse em uma publicação nas redes sociais.

Embora seja filiado ao Partido dos Trabalhadores, Saulo expôs uma faixa sem sigla ou número de candidatos à eleição. O advogado especialista em direito eleitoral Miguel Novaes afirmou que a propaganda eleitoral em estruturas públicas é proibida, mas distinguiu esse tipo de material de uma manifestação política. Para ele, a liberdade de expressão deve ser preservada diante da dúvida sobre a classificação da mensagem.

Um segundo participante relatou uma abordagem durante a instalação da faixa no Varjão, por volta das 6h30. Segundo ele, dois homens se aproximaram quando o grupo se preparava para retirar o material. Um deles teria mostrado uma arma, feito ameaças e tentado tomar a faixa. O participante não foi identificado.

Apurações e situação do banco

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que não antecipa informações sobre procedimentos ainda em apuração, especialmente antes das oitivas e de outras medidas investigativas. A corporação disse que o sigilo busca preservar as diligências e os direitos das pessoas envolvidas, e que eventuais esclarecimentos serão apresentados no momento processual adequado.

A assessoria de Celina Leão foi procurada, mas não respondeu. A governadora também é alvo das mensagens exibidas pelo grupo, que pergunta: “Celina Leão, cadê o dinheiro do BRB?”

A cobrança ocorre enquanto o BRB não publica demonstrações financeiras desde setembro de 2025. Em abril deste ano, a Assembleia Geral de Acionistas suspendeu a análise e a votação dos documentos relativos ao exercício de 2025 porque eles não haviam sido publicados.

Em março, o banco comunicou ao mercado que a divulgação das demonstrações financeiras de 2025 seria adiada para concluir uma auditoria forense relacionada à Operação Compliance Zero e avaliar os impactos nas contas da instituição.

O assunto também apareceu no debate entre candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) promovido pela TV Globo na terça-feira (29). Leandro Grass (PT) questionou Celina Leão sobre a situação do banco e mencionou a transferência de R$ 120 milhões do Fundo de Saúde do DF para uma conta no BRB.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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