Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro exonera ex-vice-presidente da Caixa após questionamentos

Celso Leonardo Barbosa recebeu R$ 20,7 mil mensais como assessor e deixou o cargo após o gabinete ser questionado sobre sua contratação.

Flávio Bolsonaro empregou ex-vice-presidente da Caixa demitido por assédio sexual

O senador Flávio Bolsonaro contratou Celso Leonardo Barbosa, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, como assessor parlamentar em junho de 2025. Ele recebia salário mensal de R$ 20,7 mil e foi exonerado depois que o gabinete do senador foi questionado sobre sua permanência na equipe.

Barbosa havia sido demitido da Caixa após denúncias de assédio sexual envolvendo integrantes da direção do banco. Ele era considerado homem de confiança do então presidente da instituição, Pedro Guimarães, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro. Guimarães também deixou a Caixa após denúncias de assédio sexual.

Uma empregada da Caixa acusou Barbosa de assédio durante uma viagem a Goiás, no contexto do programa Caixa Mais Brasil, que também aparece nas denúncias contra Guimarães. Em 2022, outra funcionária afirmou que o ex-vice-presidente acobertava os assédios atribuídos ao então presidente da instituição.

Barbosa formalizou um acordo de não persecução penal com a Justiça no processo relacionado ao caso de assédio. Pelo acordo, assumiu culpa e prestou serviços comunitários. Ele também responde a um processo por falsidade ideológica. A denúncia afirma que informações inverídicas teriam sido inseridas em documentos necessários para sua indicação ao cargo de vice-presidente da Caixa.

Contratação e exoneração

O gabinete de Flávio Bolsonaro informou que Barbosa omitiu pendências judiciais e descumpriu normas do Senado Federal ao exercer atividades particulares durante o horário de expediente. “Diante da gravidade dos fatos, o desligamento foi realizado de forma imediata”, declarou o senador.

Além do trabalho no gabinete, Barbosa atuava como professor da Fundação Dom Cabral. A instituição informou que ele estava cadastrado como “professor convidado eventual, sem vínculo empregatício”. Havia registros de aulas e palestras realizadas durante o horário de expediente, inclusive fora de Brasília.

Nas redes sociais, o ex-vice-presidente não informava sua passagem pela Caixa nem o cargo de assessor parlamentar.

Reação do sindicato

A presidenta do Sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou que a entidade cobrou providências da direção da Caixa diante das denúncias de assédio moral e sexual contra Pedro Guimarães e integrantes de sua equipe.

“É um absurdo que um ex-vice-presidente da Caixa, com histórico de abusos e ilegalidades, seja premiado com um cargo de assessor parlamentar”, disse Neiva. Ela também criticou a contratação e pediu atenção dos trabalhadores nas escolhas eleitorais.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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