Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro viajou em jato ligado a Daniel Vorcaro em janeiro de 2025

Senador estava com a família e o advogado Willer Tomaz na aeronave, que também levou Alexandre de Moraes meses depois.

Flávio Bolsonaro não vale uma palavra que diz ou cala
Foto: Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro viajou em 19 de janeiro de 2025, de volta da Flórida para Brasília, em um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Estavam com ele a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz.

Tomaz confirmou ser dono de uma das três cotas da aeronave de prefixo PP-NLR. O mesmo avião levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em agosto de 2025.

A empresa Prime You, que tinha Vorcaro como um dos sócios, possuía uma participação de 33,33% no jato e também era responsável pela operação da aeronave, por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro foi sócio da Prime You de 2021 até setembro de 2025.

Participação avaliada em 5,5 milhões de dólares

Um relatório da Polícia Federal aponta que cada cota de 33,33% valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Naquele período, a Prime You negociava a transferência de sua participação para o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. O negócio não foi concluído.

A relação entre Flávio e Tomaz também aparece em outras viagens e no uso de imóveis. Os dois estiveram juntos na África do Sul em março de 2025, dois meses depois do voo no jato. Em agosto, durante a campanha em São Paulo, Flávio usou um apartamento comprado por uma empresa de Tomaz em fevereiro de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. A aquisição teve deságio de 2 milhões de reais.

Flávio negou, em 13 de maio, ter enviado a Vorcaro um áudio em que pediria dinheiro para financiar um filme sobre o pai. “É mentira. É mentira, pelo amor de Deus!”, disse ao ser abordado por um jornalista. No dia seguinte, prometeu prestar contas do dinheiro em 30 dias, mas isso não havia ocorrido até o momento descrito.

O senador é investigado pelo STF por corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com 10 dias para o primeiro turno, suas ligações com Vorcaro voltaram ao debate eleitoral.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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