Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
Viver bem, todos os dias
Brasil

Robson Calixto foi condenado no caso Marielle e intermediou pedido de emenda

Ex-assessor de Domingos Brazão, conhecido como Peixe, solicitou R$ 199.999,79 ao gabinete de Flávio Bolsonaro em 2023.

Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, a 9 anos de prisão por organização criminosa armada. Ex-assessor de Domingos Brazão, ele é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais intermediários dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

O nome de Calixto voltou ao centro do debate político após a revelação de que ele negociou uma emenda parlamentar com o gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido, no valor de R$ 199.999,79, foi tratado entre outubro e novembro de 2023 e seria destinado a um projeto de futebol infantil ligado à entidade Ifop, na Taquara, Zona Oeste do Rio.

Atuação no caso Marielle

Segundo a investigação da PF, Calixto era um interlocutor dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão com integrantes ligados à milícia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que ele transmitia ordens e ajudava a manter a lealdade do grupo criminoso.

Na delação premiada, Ronnie Lessa, que confessou os assassinatos, disse que Calixto o apresentou aos mandantes e providenciou a submetralhadora HK MP5 usada no crime. A acusação levou à condenação de Peixe por integrar uma organização criminosa armada.

Pedido de verba ao Senado

Enquanto as investigações ainda estavam em andamento, Calixto procurou Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. No celular apreendido pela PF, o contato da assessora estava registrado como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

A defesa do senador afirmou que a emenda foi executada dentro da legalidade. De acordo com a nota, a entidade beneficiária apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores que não foram utilizados. A defesa também declarou que a responsabilidade pela aplicação dos recursos era da entidade, e não do parlamentar.

Emendas parlamentares permitem que senadores e deputados federais indiquem recursos do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais. Os valores podem ser direcionados a áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5