Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Estado é condenado a pagar dez mil reais após aluna se ferir em escola

Menina de sete anos sofreu corte de oito centímetros e precisou levar oito pontos depois de esbarrar em uma peça metálica.

Uma estudante de sete anos sofreu um corte profundo na perna ao esbarrar em uma peça metálica deixada dentro da sala de aula. O acidente aconteceu quando ela se levantou para entregar uma tarefa à professora e passou entre as carteiras.

O objeto de ferro, com uma parte pontiaguda, estava solto perto de um armário e não tinha sinalização de perigo. A administração pública alegou que a peça ficava escondida atrás de uma estante pesada, mas a condenação considerou que o risco deveria ter sido identificado e eliminado antes do ferimento.

A menina teve uma laceração de oito centímetros e precisou receber oito pontos em uma unidade hospitalar. Os médicos recomendaram repouso absoluto por dez dias, período em que ela ficou afastada das atividades escolares.

Indenização por danos morais

A primeira decisão fixou a reparação em quatro mil reais. A defesa recorreu, argumentando que o valor não correspondia à gravidade do caso. Na análise do recurso, os desembargadores elevaram a indenização por danos morais para dez mil reais.

Também foi determinada a aplicação de juros moratórios e de correção financeira oficial desde a data do acidente. Entre os fatores considerados estavam a extensão do ferimento, a necessidade de sutura, o afastamento das aulas e o descumprimento do dever de manter o ambiente escolar seguro.

A responsabilidade atribuída ao Estado foi considerada objetiva. Nesse tipo de situação, é necessário comprovar o dano e a falha na proteção dos alunos, sem exigir a identificação de culpa individual. Reparos feitos depois do acidente não afastam o dever de indenizar, porque a manutenção deveria ter evitado a exposição ao perigo.

Para reduzir riscos, a gestão escolar deve realizar vistorias periódicas, retirar ferragens pontiagudas e outros materiais danificados das áreas de circulação e criar canais rápidos para que professores comuniquem problemas na estrutura. A inspeção também deve incluir móveis e peças que possam ficar escondidos no ambiente.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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