Juiz de Fora, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Inquérito sobre filme e acusação contra vice marcam chapa de Flávio Bolsonaro

Senador é investigado no STF por suspeitas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”; Alfredo Gaspar nega acusação de estupro de vulnerável.

Inquérito sobre filme e acusação contra vice marcam chapa de Flávio Bolsonaro

A chapa de Flávio Bolsonaro (PL) chega ao primeiro turno da eleição presidencial com situações jurídicas distintas envolvendo o candidato e seu vice, Alfredo Gaspar (PL-AL). Flávio é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzido pela Polícia Federal (PF), enquanto Gaspar aguarda uma decisão sobre a abertura formal de investigação por suspeita de estupro de vulnerável.

O caso que envolve Flávio trata da origem, do caminho e do destino de recursos negociados para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). A apuração considera suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

A investigação sobre o financiamento

O inquérito foi aberto em julho pelo ministro André Mendonça, após pedido da PF e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Documentos públicos divulgados em setembro mostram que Flávio negociou com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, um aporte de US$ 24 milhões para a produção.

Até então, pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, tinham sido enviados em seis operações para uma estrutura financeira nos Estados Unidos usada pelo filme. A PF descreveu Flávio como interlocutor direto de Vorcaro nas negociações e apontou que o senador participou de cobranças de repasses, agendamento de encontros e acompanhamento da produção.

Flávio primeiro classificou as informações como mentira. Depois, reconheceu que procurou Vorcaro e afirmou que se tratava de “patrocínio privado para um filme privado”. Ele negou ter recebido comissão ou oferecido contrapartida ao banqueiro.

Os documentos também registram contatos entre os dois depois de o Banco Central rejeitar a compra do Banco Master pelo BRB e após investigações sobre a instituição se tornarem públicas. Flávio manteve cobranças e trocou mensagens com Vorcaro pouco antes da prisão do banqueiro.

Outros documentos apontaram relações empresariais entre pessoas próximas ao senador e o entorno de Vorcaro. Em janeiro de 2025, Flávio retornou dos Estados Unidos a Brasília em um jato cuja estrutura societária incluía uma empresa da qual Vorcaro era sócio. O advogado e empresário Willer Tomaz também estava no voo e afirmou que não conhecia Vorcaro nem sabia da participação dele na estrutura da aeronave.

Situação do candidato a vice

A PF realizou diligências preliminares sobre a acusação contra Alfredo Gaspar e pediu autorização ao STF para instaurar formalmente um inquérito. Até a última atualização pública do procedimento, o ministro Gilmar Mendes aguardava a conclusão dessas diligências e uma manifestação da PGR.

Gaspar nega a acusação, diz ser alvo de perseguição política e entregou material genético para exame de DNA. O homem que levou o caso a parlamentares apresentou versões contraditórias sobre o episódio.

Flávio também nega irregularidades em outros episódios relacionados a emendas, relações empresariais e alegações de terceiros. A investigação formal que o tem diretamente como alvo no STF, porém, é a que apura os recursos negociados com Vorcaro para “Dark Horse”.

Texto produzido pela Redação Horizonte Leve com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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