O governo iraniano quer o levantamento do bloqueio naval aos portos do país, a liberação de ativos financeiros congelados no exterior e o alívio das sanções às exportações de petróleo. Essas condições foram apresentadas em uma proposta ligada à retomada das negociações com os Estados Unidos, mas Donald Trump rejeitou a iniciativa.
A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e previa a reabertura do Estreito de Ormuz em 7 dias, além da retomada das conversas sobre o programa nuclear. Depois de um encontro entre Xi Jinping e Trump, a China reafirmou a disposição de mediar um acordo e instou o Irã a participar da proposta.
Condição para retomar o diálogo
Em entrevista à CBS, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que não pretende realizar uma reunião bilateral com Trump enquanto os Estados Unidos não cumprirem os compromissos assumidos por escrito. Ele citou a aplicação diária de sanções, ameaças diretas e ações que, segundo ele, prejudicam a confiança entre os dois países.
“Assinamos acordos. Assumimos compromissos. Eles devem cumprir o que foi acordado para que possamos confiar que este processo funcione”, afirmou Pezeshkian.
O presidente também questionou a possibilidade de negociar sob pressão militar e econômica. Ele denunciou os efeitos das ações da Casa Branca sobre a população iraniana e mencionou o assassinato de altos funcionários e cientistas do país. Apesar dos ataques, disse que Teerã mantém suas reivindicações dentro da estrutura do direito internacional.
Trump rejeitou a proposta diplomática. Fontes oficiais citadas pelo The Wall Street Journal disseram que o presidente dos EUA teria comunicado a assessores a intenção de retomar os bombardeios contra a República Islâmica depois das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
Declaração sobre Khamenei
Pezeshkian também afirmou que o aiatolá Mukhtaba Khamenei, líder supremo do Irã, não apresenta problemas específicos de saúde após os ferimentos sofridos na ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel, no início deste ano.
O presidente iraniano relatou ter se encontrado com Khamenei em duas ocasiões. Na última, o encontro durou mais de sete horas, e Pezeshkian disse que o líder supremo estava saudável o suficiente para permanecer naquela situação durante esse período.







